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Bancos projetam aumento na taxa de juros com nova diretoria do Banco Central indicada pelo governo Lula

Gabriel Galípolo assume presidência do BC, enquanto pesquisa da Febraban indica possível aumento da taxa básica de juros para 15% em junho de 2025

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O Banco Central (BC) do Brasil passou por uma significativa mudança em sua liderança nesta quinta-feira (2), com a posse de Gabriel Galípolo como novo presidente da instituição.

Além dele, outros três diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também assumiram seus cargos, alterando a composição do Comitê de Política Monetária (Copom).

Galípolo, que ocupará a presidência pelos próximos quatro anos, lidera uma equipe que inclui Isabela Correia como diretora de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta, Newton Davi na diretoria de política monetária, e Gilneu Vivan comandando a diretoria de regulação. Essas nomeações foram oficializadas por decreto presidencial na última segunda-feira.

Com essas mudanças, o Copom, responsável por definir a taxa básica de juros do país (Selic), agora conta com maioria de indicados pelo governo Lula - sete dos nove membros. A atual Selic está fixada em 12,25%, e o governo federal tem manifestado interesse em sua redução para estimular a economia e atrair investimentos estrangeiros.

Projeções de alta na Selic

Apesar das expectativas do governo por uma redução nas taxas de juros, uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta para um cenário diferente. Segundo o levantamento, os bancos projetam uma alta da Selic, que poderia chegar a 15% em junho de 2025.

Esta projeção contrasta com os objetivos do governo e adiciona um elemento de incerteza ao cenário econômico brasileiro. A próxima reunião do Copom, agendada para os dias 28 e 29 de janeiro, será crucial para entender a direção que a política monetária do país tomará sob a nova liderança do Banco Central.

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