Conforme as projeções de mercado, os bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, deverão manter um ritmo de crescimento mais acentuado do que seus pares privados em 2024. Este impulso é atribuído às características favoráveis de seus negócios e à postura mais conservadora adotada em comparação aos bancos privados.
Durante os primeiros nove meses de 2023, a Caixa registrou um aumento de 11,4% em sua carteira em relação ao mesmo período de 2022, atingindo R$ 1,091 trilhão, enquanto o Banco do Brasil apresentou uma expansão de 10%, alcançando R$ 1,066 trilhão. Em contraste, o Itaú Unibanco, com mais de R$ 1 trilhão em operações, cresceu 5,7% no mesmo intervalo.
O crescimento expressivo é impulsionado, em parte, pela atuação significativa de ambos os bancos nos setores imobiliário e agrícola, conhecidos por garantias sólidas e menor inadimplência. O Banco do Brasil, por exemplo, detém mais da metade do mercado no crédito agrícola, enquanto a Caixa possui quase 70% do mercado de crédito imobiliário.
A manutenção da forte presença desses bancos ao longo do ano é atribuída a fatores como a natureza mais segura de suas principais carteiras, o acesso a fontes de financiamento vantajosas, como a poupança e depósitos, e a liderança em segmentos específicos, como o crédito agrícola e imobiliário.
Apesar da expectativa de um crescimento mais moderado em 2024, os bancos públicos demonstram confiança em manter uma trajetória ascendente, baseada em estratégias seletivas e na escolha de mercados com melhor retorno ajustado ao risco. O Banco do Brasil, por exemplo, indica que suas expectativas de crescimento serão divulgadas em fevereiro, mas já sinaliza a possibilidade de atingir um dígito alto ou dois dígitos baixos em relação a 2023.