Valdir Barbosa: explosão do boi vai inflacionar o mercado da carne no Natal e Reveillon indo até fevereiro
Os preços da carne bovina estão ficando insustentáveis para boa parte dos consumidores e de novembro até o final de fevereiro vão seguir batendo recordes

Amigas e amigos do Agro!!
Mesmo sem a interferência direta da China, o boi gordo sobe em disparada e chega a 400 reais do pasto para os frigoríficos e supera os 400 reais quando o assunto é o mercado futuro da B3.
O preço da arroba em São Paulo sendo negociado entre 390 a 395, entretanto houve registros de vendas a 400 reais. Se a demanda é maior que a oferta os preços sobem. Em Minas Gerais, os preços variam entre 380 a 385 reais.
E 2 fatores podem influir diretamente em uma hiperinflação da carne bovina. O aumento do consumo à partir de novembro, quando começa a cair o décimo-terceiro salário, aumento dos empregos temporários e férias que muitos tiram em dezembro.
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O segundo fator, o mais importante, é o volume de carne que poderá ser solicitado pelos chineses para entrega em janeiro. O governo chinês liberou uma cota de 1 milhão, 128 mil toneladas.
Dependendo dos pedidos dos compradores, poderá haver um corre-corre entre os frigoríficos exportadores e desabastecer o mercado interno, ainda mais no momento que o dólar está em alta jogando a favor de quem exporta.
Por isso é que a ABIEC - Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes - pediu ao Ministério da Agricultura para estabelecer cotas e períodos estratégicos para não desequilibrar o mercado da carne bovina brasileira
E a B3 precificando o mercado futuro à partir de novembro com a arroba valendo 403 reais e ficando nesse patamar até fevereiro, quando os preços devem ter ligeiras quedas.
Valdir Barbosa
Itatiaia Agro
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



