Belo Horizonte
Itatiaia

Trigo, arroz e batata são os alimentos que em breve entram na inflação

Alta do trigo vem do mercado internacional, enquanto a batata e o arroz ganham força no mercado doméstico

Por
Trigo gera um pouco mais de preocupação, porque há indicativos de uma safra abaixo da média nos Estados Unidos e no Brasil • Pixabay/Reprodução

O arroz, que passou o ano passado com preços em queda frequente, agora vai ganhando força no mercado porque a produção baixou e os grandes produtores mantém os preços, esperando uma reação positiva do mercado. Já se percebe nos supermercados que aos poucos os preços do arroz se ajustam para cima.

A batata começa a preocupar a dona de casa, porque o excesso de chuvas prejudica a qualidade do produto, cai a produção e com a chegada da Semana Santa, que sempre tem bom consumo da batata e o consumidor vai pagar mais caro a partir de agora.

O trigo gera um pouco mais de preocupação, porque há indicativos de uma safra abaixo da média nos Estados Unidos e no Brasil, temos dependência do trigo importado porque nossa produção não suporta o consumo.

E o trigo é um produto agrícola que múltiplas utilidades, entre elas os pães e massas, pão de sal e macarrão, principalmente.

Aqui no Brasil os moinhos anunciam alta da farinha de trigo no mês de abril, seguindo cotações internacionais, custos do frete e a pesada carga tributária do governo federal.

O boi gordo continua sem freios apresentando novas altas. A arroba, valendo 361 reais em São Paulo, com registro de negócios a 370 reais; Mato Grosso subiu para 357 reais e Minas Gerais foi para 348 reais.

Agora, uma mensagem do Rabobank, banco agrícola holandês mais forte do mundo, mensagem que vem de sua CEO na América do Sul, a brasileira Fabiana Alves, numa entrevista ao Globo Rural.

"Diante das taxas de juros, alta dos fertilizantes e dos combustíveis e das dificuldades dos produtores rurais, a situação deve piorar antes de melhorarÏ

Itatiaia Agro
Valdir Barbosa

Por

Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.