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Carro adesivado em tempos de campanha política pode perder o seguro; entenda

Adesivo, dependendo de como ele for usado, pode comprometer a cobertura da proteção. Entenda as regras

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Veículos no trânsito do Rio de Janeiro • Joédson Alves / Agência Brasil

Durante o período eleitoral, é comum que os motoristas apliquem nos carros adesivos de candidatos e partidos. Mas antes de transformar o veículo em um “carro de campanha”, vale ficar atento: dependendo de como ele é usado, a propaganda pode comprometer a cobertura do seguro.

A FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) alerta que veículos identificados com determinado candidato ou partido podem ficar mais expostos a situações de vandalismo, depredação, quebra de vidros e outros tipos de danos.

Isso não significa que um simples adesivo no carro faça o segurado perder automaticamente a cobertura. A questão está no uso do veículo e se ele continua de acordo com as informações declaradas à seguradora no momento da contratação.

O recomendável é consultar as condições da apólice e, em caso de dúvida, entrar em contato com a seguradora para confirmar se há alguma restrição ou alteração na cobertura.

Pode colocar adesivo no carro?

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é permitido colocar adesivo plástico em carros, motos, caminhões e bicicletas, desde que ele tenha no máximo 0,5 m². Existe ainda uma regra específica para o vidro traseiro: é permitido utilizar adesivo microperfurado por toda a extensão do para-brisa traseiro.

O material também precisa ser colocado de forma espontânea e gratuita. Ou seja, o dono do veículo pode decidir apoiar determinado candidato, mas não pode receber dinheiro simplesmente por disponibilizar o automóvel para propaganda eleitoral.

E onde começa o problema?

Se o veículo foi contratado na apólice como um carro de uso particular e começa a ser utilizado regularmente para atividades de campanha, a seguradora pode entender que houve uma mudança na utilização do automóvel.

Se o motorista vai participar ativamente de carreatas, transportar pessoas, circular constantemente em eventos ou utilizar o veículo como ferramenta de divulgação, vale conversar antes com a seguradora ou com o corretor.

O que não pode fazer com o carro?

Adesivo maior que o permitido: não vale cobrir boa parte da lateral do carro com propaganda. A legislação estabelece o limite de 0,5 m² para os adesivos nas demais áreas do veículo. Transformar o carro em um outdoor: o TSE já decidiu que uma propaganda que ultrapassa os limites e cria um forte efeito visual semelhante ao de um outdoor pode ser considerada irregular, mesmo quando está em um automóvel.

Pagar pelo espaço: a propaganda em bem particular precisa ser espontânea e gratuita. Não pode haver pagamento ao proprietário do carro para exibir o material.

Usar adesivos que prejudiquem a visibilidade: além das regras eleitorais, o motorista precisa continuar respeitando as normas de trânsito. O auto não pode ficar com a visão comprometida por uma adesivação inadequada.

Vale lembrar que a Justiça Eleitoral define o que pode ser colocado no carro; já o contrato do seguro define as condições para manter a cobertura. Entre em contato com a sua seguradora.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.

 

 

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