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Simões e Aro: pode haver troca no candidato ao Governo de Minas?

Secretário de Zema nega processo de fritura de Simões, mas sua candidatura ao governo é admitida por aliados

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Mateus Simões, vice governador de Minas Gerais e pré-candidato ao governo, e o secretário de governo, Marcelo Aro (esq.)
Mateus Simões, vice governador de Minas Gerais e pré-candidato ao governo, e o secretário de governo, Marcelo Aro (esq.) • Guilherme Dardanhan/ALMG

O secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro (PP), nega que esteja “fritando” a candidatura do vice-governador Mateus Simões (Novo) ao governo do estado. Aro reafirmou à coluna que é candidato ao Senado e que apoia a candidatura de Simões ao Palácio Tiradentes.

Plano B

No entanto, fontes do campo político de Aro admitiram à Itatiaia que o fato de Simões não decolar nas pesquisas e de o ministro Alexandre Silveira ser candidato ao Senado pelo PSD, na base de Lula, enfraquece o vice-governador. Nesse cenário, Aro é considerado uma saída viável para ser palanque de Zema ou de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Zema ou Flávio?

A escolha de Sofia envolveria pesar quem transfere mais votos para o secretário: Zema ou Flávio. Numa composição para favorecer o clã do ex-presidente, Aro poderia permanecer no PP, seria o cabeça de chapa e liberaria as duas vagas ao Senado para o PL, que tem vários pré-candidatos.

No arranjo para ser palanque de Zema, ele se filiaria ao Novo - cenário que seria mais palpável caso a ida do senador Rodrigo Pacheco para o União Brasil se viabilize e ele resolva ser candidato. No Novo, a questão é que alguns correligionários avaliam que Aro enfrentaria resistência interna.

Um terceiro cenário possível seria Zema ser vice de Flávio, e Aro fazer palanque para a chapa.

Constrangimento

As discussões sobre o assunto, de acordo com fontes do governo, têm irritado Simões e causado constrangimento interno.

Aposta no vice

Simões aposta que as condições para a escolha de um vice em sua chapa sejam um diferencial competitivo. Como o pessedista estará no segundo mandato de governo, se vencer, não poderá mais concorrer ao cargo. Em 2030, ele seria candidato ao Senado e deixaria o companheiro de chapa no poder.

No Palácio Tiradentes, há a crença de que Cleitinho possa desistir da candidatura ao governo do estado para indicar o irmão, Eduardo Azevedo (PL), como vice de Simões. O entorno do senador nega essa possibilidade.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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