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Silveira articula gás boliviano até 50% mais barato para indústria brasileira

Com a sobra do gás que antes a Bolívia vendia para Argentina e sem intermédio da Petrobrás, industria brasileira vai comprar produto mais barato do país vizinho

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A indústria brasileira vai comprar gás boliviano até 50% mais barato que o valor pago atualmente. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), em viagem à Bolívia, nesta terça-feira (9), garantiu um pleito antigo aos industriais brasileiros que há anos tentam comprar gás direto da estatal boliviana, sem ter que fazer a recompra da Petrobrás. A última missão - frustrada - do empresariado brasileiro havia sido em 2019.

A estatal YPFB nunca negociou com o grandes consumidores industriais brasileros que, atualmente, pagam pelo gás boliviano US$ 14 dólares por milhão de BTU e a Petrobrás paga US$ 6,3 dólares por milhão de BTU mais US$ 1,8 dólares por milhão de BTU trasportado. Dentro do programa "Gás para todos", o Ministério de Minas e Energia conseguiu intermediar a venda direta e a ampliação da oferta.

Com o início da produção de gás no Campo de Vaca Muerta, na Argentina, quatro milhões de metros cúbicos que eram exportados dos bolivianos para a Argentina passarão a ser vendidos para o Brasil e outros dois milhões serão vendidos pela Argentina, via Bolívia, para o Brasil.

A medida vai beneficiar, por exemplo, as industrias química, de vidro, cerâmica, fármacos, fertilizantes e aço.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.