Reforma ministerial: 'O problema do Lula é ele mesmo', diz Kataguiri
Deputado diz que as dificuldades na articulação política, na condução do governo e na questão do aumento dos preços são inerentes à figura do presidente

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) avalia que a reforma ministerial promovida pelo presidente Lula (PT), incluindo a nomeação de Gleisi Hoffmann (PT) como ministra da Secretaria de Relações Institucionais, não será eficaz. Em entrevista à Itatiaia, ele argumenta que o problema central não reside na falta de um ministério adequado, mas sim nas ações do próprio Lula.
Segundo o deputado, as dificuldades na articulação política, na condução do governo e na questão do aumento dos preços são inerentes à figura do presidente.
"Ela não consegue construir maioria nem dentro do próprio PT, que é o partido que ela preside. Imagina ter que dialogar com outros partidos políticos para formar a maioria pro governo Lula. Ela é voto vencido nas políticas do governo e nas políticas do ministro Fernando Haddad", diz Kim.
Para a oposição, a nomeação de Gleisi é vista como positiva, pois sua falta de habilidade em construir maiorias dentro do próprio partido deve resultar em dificuldades para o governo na aprovação de projetos e em um aumento no número de convocações de ministros.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



