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Qual deve ser a postura de Trump com o Brasil daqui pra frente?

A ideia do presidente americano é endurecer o discurso e as medidas contra Lula, Moraes e Gilmar Mendes

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Trump e Bolsonaro • AFP

O anúncio de taxação adicional de 10% para países que se alinhasem ao Brics e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na última segunda-feira (7), eram apenas o começo, segundo integrandes ativos do entorno do clã Bolsonaro. A reação do presidente americano, Donald Trump, a posição da Cúpula do Brics, que condenou o unilateralismo e defendeu o comércio exterior em moedas alternativa ao dólar, acontecepor etapas.

Conforme a coluna adiantou, viria 'pancadaria', segundo aliados de Bolsonaro, e veio. Dois dias depois da reação pelas redes sociais, Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apenas anunciando taxação de 50% para produtos brasileiros, como reiterando o discurso de que Bolsonaro está sendo perseguido no Brasil.

De acordo com aliados de Bolsonaro, além de Lula, o Supremo Tribunal Federal também é alvo prioritário. Alexandre de Moraes, Alexandre Barroso e Gilmar Mendes estão todos na lista. Segundo o entorno do presidente, a reação de Trump à postura do Brics já era planejada e sair em defesa de Bolsonaro no mesmo dia também fazia parte de um plano. O objetivo era internacionalizar o ambiente político doméstico brasileiro e colocar em Lula e no STF a pecha de perseguidores da direita.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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