PT vai acionar TSE contra Flávio Bolsonaro por crítica a urnas em reunião com diplomatas
Partido afirma senador repete erro do pai e comete atentado contra democracia

O Partido dos Trabalhadores vai entrar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, nesta quarta-feira (22), por causa das críticas feitas por ele a urnas eletrônicas durante encontro com diplomatas, nesta terça (21). A informação é do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder de Lula na Câmara. O Partido confirmou à coluna que a ação será protocolada.
Petistas comparam a iniciativa de Flávio ao comportamento que acabou levando à inelegibilidade do pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente foi condenado e ficou inelegível por convidar embaixadores de vários países para uma reunião no Palácio da Alvorada e durante o evento afirmar que houve fraude nas urnas eletrônicas em 2018, quando ele afirmou ter vencido de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno quando, na verdade, a vitória foi em segundo turno.
Nesta quarta (22), o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, tinha publicado nota criticando o senador. “Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, diz o texto.
Apesar das críticas, no encontro realizado por Flávio, não houve acusação direta de fraude e o evento também não foi feito em um equipamento público. Essas duas diferenças podem enfraquecer uma ação judicial contra Flávio, já que Bolsonaro foi condenado por abuso de poder econômico, usando a estrutura pública oficial para fins eleitorais. A alegação do PT, na ação contra Flávio no TSE, é de ataque à democracia.
Além de Flávio, deputados bolsonaristas também serão alvo da denúncia. O PT afirma ter identificado um ecossistema coordenado, iniciado em junho, com ataques às urnas nas redes. O Partido pede que o Tribunal avalie as sanções.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



