Pacheco define filiação, mas não crava candidatura
Senador deve sair do PSD e ir para o PSB

O senador Rodrigo Pacheco (PSD), dentro da janela partidária que se encerra na sexta-feira (3), deve se filiar nesta semana ao PSB, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. No entanto, o anúncio de uma possível candidatura não será simultâneo.
O ex-presidente do Congresso Nacional segue nas articulações antes de definir a viabilidade de entrar na disputa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda a decisão do parlamentar, que é sua principal aposta para o governo de Minas.
Embora converse com o MDB e o União Brasil, os emedebistas já têm um candidato ao Palácio Tiradentes, que é o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo; e o União, do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, está federado ao PP e rachado em vários estados (dentre eles, Minas). Qualquer negociação nessas siglas teria que ser feita em âmbito nacional.
Silveira
A movimentação de Pacheco afeta o destino de seu colega de partido, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Se Pacheco for candidato, possivelmente Silveira permanecerá no ministério e não mudará de partido.
Marília
Caso o senador opte por não disputar, o ministro cogita sair do PSD para o PSB e se candidatar ao Senado, considerando que Lula pediria à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que desistisse da vaga na Casa Alta e se candidatasse ao governo de Minas. O entorno de Marília afirma que ela não aceitaria a proposta e só disputará se for para o Senado.
Coordenação de campanha
Com Pacheco adiando a decisão sobre a candidatura, a tendência é que Silveira permaneça no ministério ou assuma um papel de coordenação na campanha de Lula em Minas, mesmo que não seja candidato a nenhum cargo.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
