O que muda nas eleições municipais de BH com o tratamento de saúde de Fuad
O prefeito, candidato a releição, anunciou que vai irá se tratar de um câncer, mas a candidatura à PBH está mantida

O anúncio do tratamento de câncer do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), candidato à reeleição, terá impacto na corrida pela prefeitura da capital. A declaração do prefeito repercutiu entre autoridades nacionais e adversários.
O primerio ponto a ser observado é que aumenta a importância do vice na chapa do prefeito, que está em tratamento de saúde aos 77 anos. O eleitorado irá olhar com mais atenção para o nome que vai compor a chapa com Fuad, já que o vice terá que assumir, caso o cabeça de chapa tenha que se ausentar por motivos de saúde. A princípio, o nome seria indicado pelo União Brasil, o que ainda não aconteceu.
Interlocutores de adversários afirmam que, nos bastidores, os opositores tem comparado Fuad Noman, ao presidente americano Joe Biden, candidato à reeleição que tem se mostrado debilitado.
Ao mesmo tempo que concorrentes podem usar o estado de saúde de Fuad para reforçar a fragilidade dele, dizendo que ele não tem condições de participar da disputa ou assumir a cadeira novamente, eles temem que o cenário fortaleça o prefeito da capital.
O temor maior dos opositores é que o câncer de Noman tenha o efeito "facada do Bolsonaro" e aumente a visibilidade do prefeito e a empatia do público com ele. Por esse motivo, alguns adversários vão optar por comentar menos o assunto para que o prefeito não se torne mais conhecido. Interlocutores de adversários de Fuad, afirmam que o prefeito estaria doente desde meados do ano passado e só agora teria anunciado o quadro. A mesma fonte disse ainda que o prefeito estaria se vitimizando durante o período eleitoral. A equipe de Fuad nega. Segundo aliados do prefeito, ele anunciou o tratamento de quimioterapia assim que houve recomendação médica, justamente para garantir transparência ao processo.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



