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O motivo da saída da Cida Gonçalves: além das denúncias de assédio, ministra era questionada por entregas

Dificuldade de mobilizar agenda e de elaborar políticas interministeriais pesaram contra a ministra

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Ex-ministra da Mulheres, Cida Gonçalves • Reprodução

Além das denúncias de assédio moral contra a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a forma como ela conduzia a pasta também pesou na decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela troca de comando. Nesta segunda (5), Márcia Lopes, que foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no segundo mandato de Lula, assume o Ministério das Mulheres.

Em janeiro, Cida Gonçalves, foi denunciada por assédio moral e racismo. As denúncias que estavam sendo apuradas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a Comissão de Ética da Presidência foram arquivadas. Nesta segunda, quatro meses depois, o governo anunciou a substituição.

Entregas

Pelo que a coluna apurou, as denúncias pesaram para a demissão, mas o Palácio do Planalto já vinha avaliando as entregas da pasta. Falta de iniciativa política, de mobilização de agenda e dificuldade de trabalho interministerial para construção de políticas transversais eram questões que estavam sendo tratadas há alguns meses.

Segundo uma das fontes da coluna, entre as últimas entregas conjuntas da ministra está uma ação contra a violência nos estádios em parceria com o Ministério dos Esportes. A medida foi anunciada há seis meses, em novembro do ano passado.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.