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Eleições 2026: Brasil dá guinada à direita e acende alerta no STF

Direita assume liderança no Senado, na Câmara e nos governos estaduais

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STF
STF • LUIZ SILVEIRA/STF

No último domingo (4), os eleitores pintaram nas urnas um novo quadro representativo no país. Nos governos estaduais, na Câmara e no Senado, o Brasil deu uma forte guinada à direita. No Executivo nacional, Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno das eleições contra o presidente Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16%, levando a eleição para uma segunda fase.

Bancadas

Dos 16 ministros de Lula que se candidataram, apenas oito venceram as eleições.

No Senado Federal, dos 81 parlamentares, 49 são de direita, 16 de centro e 16 de esquerda. Na Câmara, dos 513 deputados, 283 são de direita, 123 de centro e 107 de esquerda.

Estados

Entre os governos estaduais, dez ficaram com partidos de direita, sete com legendas de centro e três com a esquerda.

STF

Se for eleito, Lula enfrentará a maior oposição da história. Se for eleito, Flávio terá a maior base da história. Os dois cenários influenciam a composição do STF. Lula, pela previsão de vagas, indicaria quatro ministros, mas teria dificuldade para aprovar os nomes. Nos dois cenários, pode haver pedidos de impeachment de ministros do Supremo, já que são necessários 54 votos para a abertura do processo, e o PL, somado aos partidos de centro, teria 65 votos; sozinho, teria 49.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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