18 Estados e o DF podem definir governador no 1º turno; 8 podem entrar na 2ª fase
PSD, PL, Republicanos e PP concentram as lideranças

As eleições para governador podem ser definidas já neste domingo (4) em 18 estados e no Distrito Federal, segundo o conjunto das pesquisas mais recentes divulgadas pela Quaest e pelo Datafolha. Os estados do Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe têm candidatos com chances de obter mais de 50% dos votos válidos no 1º turno. A regra eleitoral exige maioria absoluta dos votos válidos para evitar o segundo turno. A margem de erro, porém, precisa ser considerada, principalmente nas disputas mais apertadas.
MG e SP
Entre as eleições que podem terminar neste domingo estão dois dos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 60% dos votos válidos contra Fernando Haddad (PT), segundo Quaest e Datafolha. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) registra 54% na Quaest e 53% no Datafolha, enquanto Patrus Ananias (PT) aparece com 23% e 21%, respectivamente. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) chega a 71% na Quaest, contra 14% de João Rodrigues (PSD).
Demais estados
Também estão acima de 50% na Quaest Daniel Vilela (MDB), em Goiás, com 57%; Eduardo Braide (PSD), no Maranhão, com 52%; Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso, com 54%; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, com 67%; Dr. Daniel (Podemos), no Pará, com 57%; Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, com 61%; Rafael Fonteles (PT), no Piauí, com 67%; Marcos Rogério (PL), em Rondônia, com 53%; Arthur Henrique (PL), em Roraima, com 64%; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, com 55%; e Dr. Furlan (PSD), no Amapá, com 53%.
Disputa acirrada
Há ainda disputas em que a definição no primeiro turno depende de uma margem muito estreita. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com 52% dos votos válidos contra 48% de ACM Neto (União Brasil). No Rio Grande do Sul, Zucco (PL) tem 52% contra 35% de Juliana Brizola (PDT). No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) registra 51% contra 43% de Douglas Ruas (PL) na Quaest, mas cai para 49% contra 40% no Datafolha. No caso fluminense, o cenário considerado pelas pesquisas exclui Anthony Garotinho.
Divergência
Pernambuco é outro caso de forte divergência entre os institutos. A Quaest aponta Raquel Lyra (PSD) com 52% dos votos válidos contra 47% de João Campos (PSB), enquanto o Datafolha mostra a governadora com 49% contra 48%. Portanto, embora Pernambuco esteja entre os estados que podem definir a eleição neste domingo pelo critério adotado no levantamento, a margem deixa aberta a possibilidade de segundo turno.
2º turno
Nas oito unidades da Federação que não aparecem no grupo de possíveis definições em primeiro turno, as pesquisas mostram vantagem insuficiente para que um candidato alcance a maioria dos votos válidos. No Acre, Mailza Assis (PP) tem 41% contra 37% de Alan Rick (Republicanos); no Amazonas, Omar Aziz (PSD) aparece com 40% contra 25% de Maria do Carmo (PL); no Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) registra 45% contra 41% de Ricardo Ferraço (MDB); no Paraná, Sergio Moro (PL) tem 43% contra 29% de Sandro Alex (PSD); no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) aparece com 37% contra 32% de Cadu de Lula (PT); e no Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) tem 46% contra 41% de Vicentinho Júnior (PSDB).
Disputa acirrada
Alagoas e Ceará são casos particularmente apertados. Na Quaest, Renan Filho (MDB) aparece com 50% dos votos válidos contra 49% de JHC (PSDB), enquanto Elmano de Freitas (PT) tem 50% contra 49% de Ciro Gomes.
Partidos
Considerando quem aparece na frente nas pesquisas mais recentes, e não uma previsão de resultado, o PSD lidera em seis unidades da Federação; seguido pelo PL, com cinco; PP, com quatro; MDB e Republicanos, com três cada; PSDB, com dois, PT, com dois, e União Brasil, com um. Há ainda um estado em situação de empate na liderança. Esse levantamento considera a média dos levantamentos registrados e divulgados até a madrugada deste domingo.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



