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Climão no Itamaraty: diplomatas reclamam dos critérios de promoção

Ministério das Relações Exteriores afirma que está cumprindo todas as regras

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Brasileiros ficam gravemente feridos após bombardeio no sul do Líbano | CNN Brasil
Palácio do Itamaraty • Créditos: CNN Brasil

Na última semana de junho, o Ministério das Relações Exteriores promoveu dezenas de diplomatas. A promoção por merecimento é periódica, mas esse foi o primeiro processo realizado após a adoção de critérios objetivos para a elaboração de uma lista pré-classificatória. O incômodo surgiu justamente porque muitos dos primeiros colocados nessa lista objetiva, posteriormente avaliados por duas instâncias colegiadas, não foram promovidos.

A seleção gerou indignação entre os preteridos, que alegam a prevalência de critérios políticos. Foram realizadas promoções para os cargos de ministro de primeira classe, ministro de segunda classe, conselheiro e primeiro-secretário por merecimento, além das promoções ao cargo de segundo-secretário por antiguidade.

A Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros parabenizou os promovidos, mas divulgou uma carta criticando o mecanismo de promoção. "O sindicato lamenta que os resultados ignorem critérios objetivos do Decreto nº 12.815/2026, apesar de ter participado das discussões e defendido princípios como previsibilidade, transparência e critérios objetivos. Embora o decreto tenha incorporado avanços parciais, o primeiro ciclo de promoções mostrou que problemas persistem, como a preterição de diplomatas com alta pontuação e a manutenção da votação nas câmaras de avaliação, que reintroduz subjetividade e preferências pessoais", diz o documento.

Resposta do Itamaraty

À Itatiaia, fontes da direção do Itamaraty afirmaram que o Ministério das Relações Exteriores está cumprindo os critérios estabelecidos e implementando uma política de diversidade e inclusão tanto no ingresso quanto nas promoções da carreira. Ainda segundo o MRE, o percentual de mulheres promovidas é o maior da história do Itamaraty, alcançando 26,6%, índice superior à participação feminina na carreira, que é de 23,5%.

O concurso mais recente também registrou um recorde: 45% dos aprovados foram mulheres, o maior percentual da história, acima da média histórica de 21%.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.