Brasil tem muito espaço para aumentar competitividade ambiental, diz CNI
Conheça os projetos mineiros que foram apresentados como casos de sucesso na COP 29

Cumprir as metas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que estimam quanto cada país deve diminuir a emissão de gás carbonico na atmosfera, é um desafio para todas as nações. No entanto, segundo Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Industria (CNI), o Brasil tem vantagens comparativas em relação a outras nações, inclusive, as mais desenvolvidas.
Na COP 29, em Baku, no Azerbaijão, o representante da CNI apresentou as vantagens comparativas que o Brasil tem e que podem tornar o país mais competitivo no quesito sustentabilidade. "O Brasil ele tem muitas vantagens comparativas. Temos uma matriz energética e elétrica bastante limpa, né? Muito mais competitiva quando comparada a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)", afirma.
Diferenciais
O representante da CNI lista os diferenciais que podem colocar o Brasil em vantagem competitiva. "Somos o segundo maior produtor de biocombustíveis, uma Indústria que consome muita energia, mas emite pouco gás de efeito estufa. A maior biodiversidade do planeta, 20%, 15% são no Amazônia e grande disponibilidade de recurso hídrico: 12%. Então, esses fatores conjugados colocam o Brasil numa posição de bastante destaque, quando se fala de transição para a economia de baixo Carbono, explica Bomtempo.
Protagonismo
De acordo com ele, sediar a COP 30 vai colocar o Brasil em posição de mais destaque ainda. O Brasil hoje ele assume um protagonismo, é uma uma uma liderança mundial já que a COP acontece em Belém, né? O Brasil hoje tem várias vantagens quando se fala de transição para economia de baixo carbono então A grande questão é como transformar essas vantagens comparativas em vantagens competitivas", conclui.
Casos de sucesso
Além de ter a matriz energética mais renovável do mundo, o Brasil está investindo em tecnologia para produtos específicos. Dos casos de sucesso exibidos no pavilhão da CNI na COP 29, três são desenvolvidos por Institutos em Minas Gerais e com tecnologias inéditas no Brasil e no mundo. Foram apresentados:
1. O teto solar fotovoltaico para veículos de passeio , desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Superfícies (MG) e Stellantis
2. A Captura de CO2 e utilização em materiais avançados , desenvolvida Instituto SENAI de Tecnologia em Metalmecânica e Instituto SENAI de Tecnologia Automotiva (MG) . O sistema captura de CO2 de pós-combustão e desenvolve materiais avançados para a cadeia industrial de cimento a partir do reuso do CO2.
3. O 1º laboratório-fábrica de ligas e ímãs de terras-raras do Hemisfério Sul , desenvolvido pelo Centro de Inovação e Tecnologia – CIT (MG). As peças são feitas de neodímio-ferro-boro (NdFeB).
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



