Após troca no comando de partido e rumores de briga e bate-boca, candidatura de Viana será retirada?
O senador e a deputada Nely Aquino afirmam que está mantida, mas interlocutores garantem que há uma briga intensa e que Viana corre risco

O clima esquentou no Podemos esta semana e há quem diga que a candidatura do partido à PBH corre risco ou até que estaria arruinada. O senador Carlos Viana (Podemos) ficou menos de dois meses na presidência da legenda e o suplente Castellar Neto ainda não assumiu o mandato no Senado, embora a posse estivesse marcada para a última terça (2). O segundo fato seria consequência do primeiro. Apesar de ter sido acordado que o marido da deputada Nely Aquino, presidente estadual do partido, substituiria Viana no comando da legenda em Belo Horizonte, em julho, aliados do senador temem que ele seja abandonado pelo grupo do secretário da Casa Civil de Zema, Marcelo Aro.
Sem presidência, sem suplente
Ao invés de se licenciar no dia 2, como previsto, um dia após ser exonerado do comando da legenda, Viana decidiu ficar no Senado até dia 17, às vésperas do recesso parlamentar, que começa dia 18. A justificativa oficial é que ele precisa terminar os trabalhos na Comissão de Inteligência Artificial.
Tiro, porrada e bomba
A informação de corredores é que teve uma briga de "tiro, porrada e bomba", com bate-boca e gritaria, entre Viana e Nely Aquino no gabinete da deputada. Ambos negam. Com versão alinhada, eles afirmam que não conversam pessoalmente há 20 dias e que a candidatura está mantida, embora haja quem diga que o conflito é intenso e que o risco de Viana não concorrer é real.
Reunião de bancada
No entanto, uma outra reunião aconteceu nesta semana. Viana e a maioria senadores do partido (a bancada tem 7 integrantes) se reuniram com a presidente nacional do sigla, Renata Abreu, na liderança da legenda no Senado, e teriam manifestado apoio à manutenção da candidatura do mineiro, argumentando que é temeroso cortar a candidatura de um senador. O encontro seria uma resposta à suposta intenção de Marcelo Aro, de retirar a candidatura de Viana e levar o Podemos para outra chapa. Mesmo sem posse, Aro e Castellar circularam pelos corredores do Senado nesta semana.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



