Tempestade solar: entenda fenômeno que atinge a Terra e provoca auroras boreais
Acontecimento é desencadeado por erupção solar de classe M6.9, considerada de tamanho médio, registrada na última terça-feira (25) — que liberou grande quantidade de partículas em direção ao planeta

Uma tempestade solar geomagnética de intensidade moderada está atingindo a Terra até este sábado (29). O fenômeno foi desencadeado por uma erupção solar de classe M6.9, considerada de tamanho médio, registrada na última terça-feira (25) — que liberou uma grande quantidade de partículas em direção ao planeta.
Segundo o alerta edmito pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), tempestades geomagnéticas de nível G2 — considerado moderada — está prevista para esta sexta-feira (28) e sábado (29). Nessa quinta (27), o fenômeno foi registrado com o nível menor (G1).
Para nível de comparação, a escala máxima vai até G5 (extrema), portanto este evento não representa um risco cataclismico. Ou seja, não é esperado danos à civilização humana e ao planeta em escala global. Entenda abaixo o que é uma tempestade solar e quais são os impactos reais na Terra.
O que é uma tempestade solar?
Uma tempestade solar é o resultado de uma explosão de partículas, energia, matéria e campos magnéticos que o Sol arremessa para o espaço. Esse fenômeno ocorre quando a atividade magnética na superfície solar se intensifica e lança rajadas de energia pelo espaço que eventualmente atingem o campo magnético do nosso planeta.
Quando as erupções são direcionadas para a Terra, o material solar entre em contato com o escudo de proteção do planeta, o que provoca uma grande perturbação no campo magnético terrestre conhecido como tempestade geomagnética.
Quais são os impactos reais na Terra?
- Auroras boreais: visibilidade ampliada de auroras em latitudes mais baixas que o habitual (Estados Unidos e Europa).
- Sinais de rádio e GPS: flutuações pontuais e pequenas instabilidades em frequências de rádio HF e em sistemas de navegação via satélite.
- Satélites e redes elétricas: ligeiro aumento no arrasto atmosférico em satélites de órbita baixa e pequenas oscilações de voltagem em redes elétricas localizadas em altas latitudes.
Dispositivos eletrônicos e pessoaisi como celulares, computadores, conexões Wi-Fi e serviços bancários continuam funcionando normalmente. É importante destacar que não está prevista nenhuma ameaça direta à saúde das pessoas na superfície terrestre, já que a atmosfera e o campo magnético bloqueiam a radiação danosa.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



