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Inteligência artificial e terapia: tecnologia passa a fazer parte do tratamento, diz pesquisa

Levantamento mostra que o uso de ferramentas de IA, antes e depois das sessões com psicólogos, cresce, mas especialistas alertam que a tecnologia deve complementar, e nunca substituir, o acompanhamento profissional

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É preciso estabelecer protocolos de segurança para a inteligência artificial
Sam Altman, criador do ChatGPT, defende regulamentação das IAs • Gerd Altmann/Pixabay

A inteligência artificial está conquistando um novo espaço na vida de quem cuida da saúde mental. Cada vez mais pacientes recorrem a plataformas de IA para refletir sobre sentimentos, organizar pensamentos e até revisar assuntos discutidos durante as sessões de psicoterapia. É o que demonstra uma pesquisa recente da Associação Americana de Psicologia.

O movimento, que já desperta a atenção de psicólogos e pesquisadores, mostra que a tecnologia começa a ser incorporada como um recurso complementar ao tratamento tradicional. Em vez de substituir o terapeuta, muitos pacientes utilizam a IA como um apoio entre uma consulta e outra.

Segundo o levantamento, 33% dos profissionais afirmaram que seus pacientes usam a inteligência artificial como uma ferramenta de apoio ao processo terapêutico. Outros 34% disseram que os pacientes recorrem à tecnologia de forma independente, sem integrar esse uso ao tratamento conduzido pelo psicólogo.

Na prática, muitas pessoas utilizam os chatbots para colocar em palavras emoções difíceis de expressar, organizar dúvidas antes das consultas ou relembrar temas discutidos durante a terapia. Em alguns casos, a ferramenta também é usada para ajudar na criação de estratégias de enfrentamento para situações do cotidiano.

Especialistas ouvidos pelo site de notícias G1, no entanto, fazem um alerta importante. Embora a inteligência artificial possa oferecer respostas rápidas e estimular reflexões, ela não possui a capacidade de compreender integralmente a complexidade das emoções humanas, do contexto de vida de cada pessoa e da relação terapêutica construída ao longo do tempo.

A avaliação é que a tecnologia pode trazer benefícios quando utilizada com equilíbrio e senso crítico. O maior potencial está em funcionar como um recurso adicional, ajudando o paciente a manter o contato com o próprio processo de autoconhecimento entre as sessões.

Por outro lado, conforme a reportagem, confiar exclusivamente nas respostas fornecidas por sistemas de IA pode gerar interpretações equivocadas, especialmente em situações que exigem acolhimento emocional, avaliação clínica e tomada de decisões mais delicadas. Por isso, os profissionais reforçam que a psicoterapia continua sendo um espaço insubstituível para o tratamento da saúde mental.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.