Instagram vai avisar pais sobre buscas de adolescentes por automutilação e suicídio no Brasil
Nova ferramenta da Meta começará a enviar alertas para responsáveis quando menores fizerem pesquisas repetidas sobre temas sensíveis na rede social

O Instagram anunciou que começará a enviar notificações para pais e responsáveis no Brasil quando adolescentes realizarem buscas repetidas relacionadas a suicídio e automutilação dentro da plataforma. A novidade faz parte das ferramentas de supervisão parental da rede social e deve começar a funcionar nos próximos dias.
Segundo a Meta, dona do Instagram, os alertas serão disparados quando o sistema identificar pesquisas frequentes, em um curto período de tempo, envolvendo termos considerados sensíveis. Entre eles estão palavras como “suicídio”, “automutilação” e frases que indiquem intenção de se machucar.
As notificações poderão chegar aos responsáveis por WhatsApp, SMS, e-mail ou diretamente no aplicativo. O recurso será disponibilizado apenas para famílias que utilizam a supervisão parental da plataforma.
A empresa afirmou que o objetivo é ajudar pais e responsáveis a perceberem sinais de que o adolescente pode precisar de apoio emocional. Em comunicado, a Meta explicou que "esses alertas foram criados para garantir que os pais saibam se seus filhos estão tentando pesquisar esse conteúdo repetidamente".
Ao receber o aviso, os responsáveis também terão acesso a orientações e materiais preparados por especialistas para ajudar em conversas delicadas sobre saúde mental com os filhos.
A Meta destacou ainda que o Instagram já bloqueia conteúdos que promovam ou incentivem suicídio e automutilação. Quando adolescentes tentam acessar esse tipo de material, a plataforma direciona o usuário para recursos de apoio emocional e canais de ajuda.
O recurso já havia começado a ser implementado em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Agora, além do Brasil, a ferramenta também será expandida para Índia e países da União Europeia.
A medida surge em meio à pressão internacional sobre empresas de tecnologia para ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais. Nos últimos meses, governos de diferentes países passaram a discutir regras mais rígidas para limitar riscos envolvendo menores no ambiente digital.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



