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IA e outras tecnologias podem favorecer a formação de engenheiros, afirma estudo

Estudo apresenta estratégias para implementação das novas ferramentas no contexto universitário

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Grupo de quatro pessoas reunidas em uma mesa de trabalho analisando informações em um notebook. Ao redor, há documentos, plantas e materiais de escritório, representando colaboração, planejamento e tomada de decisões em equipe em um ambiente corporativo.
Universitários podem se beneficiar da IA para estudo • Freepik

O uso da inteligência artificial (IA) e outras tecnologias por universitários tem se tornado comum. Enquanto faculdades tentam desestimular a utilização das ferramentas, um instituto tecnológico do sul do México testou se aplicativos digitais, como simuladores, plataformas virtuais e sistemas de IA podem favorecer a formação dos estudantes.

A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Tecnológico Nacional do México e do Instituto Tecnológico Minatitlan, teve seus resultados publicados na revista Qualis A Open Minds. Para o estudo, 58 estudantes do curso de Engenharia em Sistemas Computacionais foram acompanhados em duas disciplinas: Princípios Elétricos e Aplicações Digitais, e Sistemas Programáveis.

Os pesquisadores combinaram três instrumentos:

  • Um questionário aplicado aos estudantes;
  • Entrevistas semiestruturadas com quinze docentes da área de sistemas e computação;
  • Uma lista de observação usada durante as aulas práticas.

O que dizem alunos e professores

Os resultados apontam para uma percepção positiva do uso de tecnologias digitais em sala de aula. Segundo o levantamento, a maioria dos estudantes concorda que ferramentas como os simuladores e as plataformas digitais aumentam a motivação, facilitam a compreensão de conteúdos e ajudam a relacionar teoria com prática.

Nas entrevistas, por sua vez, os professores afirmam que o uso de recursos como plataformas virtuais, repositórios digitais e ferramentas de programação contribui para aulas mais dinâmicas e colaborativas, especialmente no ensino de programação, automação e IA.

Por outro lado, os próprios professores relataram dificuldades relacionadas à falta de capacitação tecnológica contínua e a limitações de infraestrutura nas instalações da instituição.

Para a equipe responsável pelo estudo, a integração de tecnologias digitais no currículo universitário representa uma oportunidade real de fortalecer a qualidade do ensino em cursos de engenharia, desde que a implementação seja conduzida por estratégias pedagógicas centradas no estudante e comprometidas com uma formação integral, e não apenas técnica.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.

 

 

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