Como o smartwatch sabe que você está dormindo? Entenda
Dispositivo combina sensores e algoritmos para estimar quando o usuário dorme e até identificar possíveis fases do sono

Você coloca o smartwatch no pulso antes de dormir e, na manhã seguinte, encontra informações sobre o tempo de sono, períodos de sono profundo e até possíveis despertares. Mas como o relógio consegue saber tudo isso?
A resposta está na combinação de sensores e algoritmos. O aparelho não identifica diretamente o momento em que a pessoa adormece. Em vez disso, analisa sinais do corpo e procura padrões associados ao sono.
Movimento e batimentos são algumas das pistas
Um dos principais componentes é o acelerômetro, que detecta os movimentos do corpo. Como durante o sono costumamos passar longos períodos com pouca movimentação, o sensor consegue identificar esses momentos de repouso.
O relógio também monitora a frequência cardíaca por meio de sensores ópticos. Durante o sono, os batimentos e a variabilidade da frequência cardíaca apresentam mudanças que podem ajudar o dispositivo a diferenciar o descanso do período em que estamos acordados.
Dependendo do modelo, outros dados também podem ser analisados, como:
- Frequência respiratória;
- Oxigenação do sangue;
- Temperatura da pele;
- E movimentos durante a noite.
Todas essas informações são combinadas por algoritmos para estimar o período de sono.
E o sono profundo?
É importante destacar que o smartwatch não mede diretamente as fases do sono. Em exames como a polissonografia, sensores conseguem registrar a atividade cerebral, os movimentos dos olhos e a atividade muscular.
O smartwatch não possui esse tipo de equipamento. Por isso, quando o relógio informa quanto tempo o usuário passou em sono leve, profundo ou REM, trata-se de uma estimativa baseada em padrões fisiológicos.
O relógio pode errar?
Sim. Ficar parado na cama assistindo televisão, por exemplo, pode ser interpretado como um período de descanso semelhante ao sono. Da mesma forma, um movimento durante a noite não significa necessariamente que a pessoa tenha acordado completamente.
Por isso, os dados dos relógios inteligentes são mais úteis para acompanhar tendências ao longo do tempo do que para fazer diagnósticos. A polissonografia continua sendo um exame muito mais completo para investigar distúrbios do sono.
Afinal, como ele sabe?
Na prática, o smartwatch não “sabe” exatamente quando você dormiu. Ele deduz isso a partir de um conjunto de sinais: pouco movimento, alterações nos batimentos, respiração e outros indicadores.
É uma espécie de quebra-cabeça tecnológico: os sensores coletam os dados e os algoritmos transformam essas informações em uma estimativa de como foi sua noite de sono.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



