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Cientistas defendem integração de países da América Latina para avanço da ciência e tecnologia

Representantes de 12 países da América Latina apontam medidas para o futuro da inovação

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Representantes das Academias de Ciências presentes ao evento e corpo técnico da ABC
Representantes das Academias de Ciências presentes ao evento e corpo técnico da ABC • MARIO MARQUES

O Brasil ocupa uma posição intermediária no cenário global de ciência, tecnologia e inovação. Apesar de possuir uma comunidade científica relevante, figurando entre os maiores produtores de artigos científicos do mundo, o país ainda apresenta desafios significativos, como o de outras nações da América Latina.

Entre esses entraves estão investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) são menores, produção de patentes limitada e transformação do conhecimento científico em inovação comercial ocorrendo em ritmo mais lento. Além disso, fatores como instabilidade no financiamento, burocracia e baixa integração entre universidades e empresas reduzem a competitividade tecnológica nacional.

Como estratégia para superação dessas barreiras, cientistas de diferentes países da América Latina concluíram que é preciso ampliar a cooperação regional e fortalecer a conexão entre ciência e inovação para ampliar o avanço da tecnologia e impulsionar o desenvolvimento sustentável.

Representantes das Academias de Ciências presentes ao evento e corpo técnico da ABC • Mario Marques/ ABC
Representantes das Academias de Ciências presentes ao evento e corpo técnico da ABC • Mario Marques/ ABC

Esta é uma das principais conclusões de uma declaração conjunta de academias de ciências da região, apresentada ao final do encontro internacional “A Interface Ciência-Inovação na América Latina. Na conferência, estiveram presentes representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, que compõem a Rede Latino-Americana de Agências de Inovação (RELAI).

O documento aponta que a América Latina enfrenta desafios estruturais persistentes que “restringem a competitividade tecnológica e comprometem a autonomia estratégica dos países da região”.

O documento reforça a importância de ecossistemas de inovação robustos, principalmente entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo, governo e sociedade civil, como condição para o progresso tecnológico e o crescimento econômico de longo prazo. Nesse cenário, o texto destaca que a ciência constitui a base da inovação e que não há progresso tecnológico sem a produção científica específica e compartilhada entre os países.

Para avançar nessa direção, a declaração defende o aumento dos investimentos públicos e privados em pesquisa e inovação, tratados como estratégia central de desenvolvimento econômico e social. Também aponta a importância de manter o apoio à ciência básica, considerada essencial para a formação de talentos, a soberania tecnológica e o desenvolvimento de projetos científicos de longo prazo, baseados em tecnologia.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.

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