Bilionário quer ser congelado após a morte, mas é cético sobre a tecnologia
Investidor de tecnologia, Peter Thiel já está registrado para ser revivido no futuro se o avanço tecnológico permitir

Uma das possibilidades da criogenia é o congelamento dos indivíduos após a morte para que, no futuro, se o avanço tecnológico permitir, eles sejam revividos. Entre os interessados nessa alternativa está Peter Thiel, um investidor de tecnologia cuja fortuna é estimada em US$ 8,13 bilhões de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.
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Apesar de já estar inscrito para passar pelo processo, Thiel é cético em relação à possibilidade de a tecnologia de fato funcionar. “Penso nisso mais como uma declaração ideológica”, disse ele em entrevista ao podcast de Bari Weiss. “Não espero necessariamente que funcione, mas acho que é o tipo da coisa que temos de tentar fazer”, explica.
Thiel foi um dos cofundadores do PayPal e o primeiro investidor externo do Facebook. Seu interesse em criogenia e outras tecnologias antienvelhecimento já é conhecido. Em 2014, ele disse ao The Telegraph que estava cadastrado para ser preservado após a morte pela Alcor, uma empresa de biotecnologia. A companhia explica que seu protocolo “preserva a vida a partir da pausa do processo de morte com o auxílio de temperaturas abaixo de zero para restaurar a saúde com tecnologia médica no futuro”.
Segundo Thiel, sempre que diz que se registrou para a criogenia, a reação é de que isso é loucura. “Acham que é perturbador, mas minha opinião é que só é perturbador porque desafia nossa complacência.” Perguntado sobre ter inscrito entes queridos para o processo, ele reforça que não está convencido de que funciona. “Precisamos tentar, mas ainda não está lá.”
O investidor não é o único a apostar em tecnologia de extensão da vida. Sam Altman, CEO da OpenAI — a criadora do ChatGPT —, recentemente investiu US$ 180 milhões na Retro Biosciences, que tem o objetivo de estender a expectativa de vida humana em 10 anos. Outro nome é o desenvolvedor de software Bryan Johnson: aos 45 anos, ele aplica milhões de dólares por ano em um protocolo antienvelhecimento que diz ter lhe dado o corpo de um jovem de 18 anos.
