O julgamento da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Monah Zein, que ficou famosa em todo o país após após
As quatro vítimas foram ouvidas durante a audiência. Todas elas disseram que a delegada negou qualquer tipo de ajuda oferecida pelos policiais no dia do crime. Segundo os agentes, o protocolo de gerenciamento de crises foi aplicado durante o tempo em que Monah permaneceu trancada no apartamento. Os policiais disseram que só pediram para que a delegada entregasse a arma e saísse de casa.
Os agentes afirmam que Monah foi “agressiva” durante a ação e, após negociação, ela saiu com um revólver em mãos, se aproximou da equipe que estava na porta do apartamento e encostou a arma no escudo dos policiais. Nesse momento, eles alegam que um dos agentes disparou uma arma de choque elétrico (taser), de menor potencial ofensivo, para conter a delegada, já que ela estava prestes a atirar.
O policial que disparou o taser contra Monah contou que o equipamento falhou e que, depois disso, ela atirou quatro vezes na direção da equipe, que estava protegida pelos escudos. Um deles revidou com um tiro de bala de borracha, que não atingiu a delegada. Os agentes afirmam que não usaram arma de fogo contra a ré.
Ainda de acordo com a oitiva, os policiais contaram que Monah entrou para dentro do apartamento após os disparos. Foram quase 48 horas de negociação para que ela saísse. Em um determinado momento, a servidora abriu a porta e entregou uma de suas armas. Ela só foi presa na manhã seguinte quando foi passear com o cachorro em um shopping.
O que disse a delegada
A juíza Ana Carolina Rauen, do Tribunal do Júri 1º Sumariante de Belo Horizonte, interrogou a delegada Monah Zein após ouvir as quatro vítimas e outras 10 testemunhas de defesa e acusação. A ré usou o direito de ficar em silêncio e só
A delegada afirmou que se afastou da corporação por causa de uma licença médica “para não adoecer e para cuidar da saúde”. Ela disse ainda que era por isso que ela pediu para não ter contato com ninguém da Polícia Civil no dia do crime.
Após as oitivas, a magistrada vai decidir se Monah irá a júri popular, se o processo será arquivado ou se ela será absolvida. Ainda não há data para que a tomada de decisão.
Relembre o caso
Ela realizou uma live em seu Instagram mostrando o momento da abordagem e questionou a ação dos policiais, dizendo que eles não possuíam um mandado para estar ali e que ela estava se sentindo ameaçada. Ainda de acordo com a delegada, um disparo foi realizado por ela contra a equipe após eles atirarem nela com um taser, uma arma de choque, informação confirmada pelo porta-voz da Polícia Civil, delegado Saulo Castro.
Monah Zein foi presa no dia 23 de novembro de 2023, após ficar mais de 30 horas trancada dentro do próprio apartamento. A