Funcionários terceirizados da educação de BH aceitam proposta e encerram greve

A categoria recuou e decidiu aceitar a proposta que prevê um reajuste salarial de 7%, considerado “insuficiente” na última assembleia, em fevereiro

A categoria se reuniu na Praça Afonso Arinos, em BH.

Os terceirizados da educação municipal decidiram, nesta segunda-feira (10), encerrar, de forma definitiva, a greve e aceitar os termos definidos nas reuniões de negociação entre o sindicato, a prefeitura de Belo Horizonte e a MGS.

No último dia 27, os grevistas haviam se reunido em uma assembleia em frente ao prédio da prefeitura, no Centro da cidade. No encontro, a maioria havia considerado a proposta de reajuste de 7% como “insuficiente”, mas haviam optado por suspender a greve de forma temporária durante o período de carnaval.

No mesmo dia, eles se reuniram com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), da MGS e também da PBH.

Quais eram as principais reivindicações?

  • A categoria pedia a recomposição da inflação e 10% de ganho real;
  • Equiparação salarial entre os professores e outros trabalhadores da MGS com funções iguais ou similares em Belo Horizonte e região metropolitana;
  • Fim da escala 6 por 1;
  • Redução da jornada de trabalho sem redução nos salários.
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Segundo uma das diretoras do Sind-REDE, Vanessa Portugal, a categoria decidiu, no entanto, aceitar os 7% a fim de assinar um acordo coletivo. “No entanto, os pontos que a prefeitura apontou como avanço da pauta, referente às questões econômicas, não são suficientes para que as condições de trabalho objetivas nas escolas se resolvam”, disse à Itatiaia.

Ela afirmou que foi feito um calendário com uma várias iniciativas para “manter o processo de luta pela redução da jornada de trabalho e por uma valorização salarial”.

Procurada pela reportagem, a PBH afirmou que se comprometeu a “não fazer os descontos nos contratos em virtude das paralisações”. A nota, enviada para a Itatiaia, ainda diz que a MGS irá fazer uma “folha extra” para devolver os dias cortados.

Os trabalhadores que aderiram à greve, no entanto, deverão pagar pelos dias não trabalhados com banco de horas para compensação futura.

A Itatiaia procurou também a MGS, mas, até o momento, não tivemos retorno.

Veja a nota na íntegra da PBH:

A Prefeitura de Belo Horizonte informa que reapresentou em 27 de fevereiro de 2025 proposta de reajuste de 7% ao contrato que mantém com a MGS, empresa que faz a gestão dos trabalhadores terceirizados da educação no município. Dessa forma, a empresa repassará para esse funcionário o mesmo percentual de aumento. Além disso, a PBH ofereceu 7% aos funcionários das Caixas Escolares.

Diante da decisão do fim da greve, a PBH se comprometeu a não fazer descontos nos contratos em virtude das paralisações e a MGS irá fazer uma folha extra para devolver os dias cortados. Esses funcionários deverão pagar pelos dias não trabalhados com banco de horas para compensação futura.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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