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No último dia 27, os grevistas haviam se reunido em uma assembleia em frente ao prédio da prefeitura, no Centro da cidade. No encontro, a maioria havia considerado a
No mesmo dia, eles se reuniram com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), da MGS e também da PBH.
Quais eram as principais reivindicações?
- A categoria pedia a recomposição da inflação e 10% de ganho real;
- Equiparação salarial entre os professores e outros trabalhadores da MGS com funções iguais ou similares em Belo Horizonte e região metropolitana;
- Fim da escala 6 por 1;
- Redução da jornada de trabalho sem redução nos salários.
Segundo uma das diretoras do Sind-REDE, Vanessa Portugal, a categoria decidiu, no entanto, aceitar os 7% a fim de assinar um acordo coletivo. “No entanto, os pontos que a prefeitura apontou como avanço da pauta, referente às questões econômicas, não são suficientes para que as condições de trabalho objetivas nas escolas se resolvam”, disse à Itatiaia.
Ela afirmou que foi feito um calendário com uma várias iniciativas para “manter o processo de luta pela redução da jornada de trabalho e por uma valorização salarial”.
Procurada pela reportagem, a PBH afirmou que se comprometeu a “não fazer os descontos nos contratos em virtude das paralisações”. A nota, enviada para a Itatiaia, ainda diz que a MGS irá fazer uma “folha extra” para devolver os dias cortados.
Os trabalhadores que aderiram à greve, no entanto, deverão pagar pelos dias não trabalhados com banco de horas para compensação futura.
A Itatiaia procurou também a MGS, mas, até o momento, não tivemos retorno.
Veja a nota na íntegra da PBH:
A Prefeitura de Belo Horizonte informa que reapresentou em 27 de fevereiro de 2025 proposta de reajuste de 7% ao contrato que mantém com a MGS, empresa que faz a gestão dos trabalhadores terceirizados da educação no município. Dessa forma, a empresa repassará para esse funcionário o mesmo percentual de aumento. Além disso, a PBH ofereceu 7% aos funcionários das Caixas Escolares.
Diante da decisão do fim da greve, a PBH se comprometeu a não fazer descontos nos contratos em virtude das paralisações e a MGS irá fazer uma folha extra para devolver os dias cortados. Esses funcionários deverão pagar pelos dias não trabalhados com banco de horas para compensação futura.