Uma nova assembleia dos trabalhadores terceirizados da rede municipal de ensino de Belo Horizonte está marcada para hoje, às 15h, visando decidir os rumos da greve iniciada recentemente. A paralisação envolve servidores que prestam serviços nas cantinas, portarias e na limpeza das escolas municipais.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a contratação direta dos terceirizados pela prefeitura e melhorias nas condições de trabalho. Os grevistas também pleiteiam a redução da jornada sem corte salarial, o fim da escala de trabalho ‘6 por 1' e aprimoramentos na estrutura das escolas, incluindo a disponibilização de novos uniformes e mais equipamentos de proteção.
Outra demanda importante é o fim dos descontos no vale-refeição em casos de afastamento por doença ou durante os recessos escolares, uma prática que os trabalhadores consideram injusta.
Posicionamento da Prefeitura
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação informou que há uma negociação em andamento entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a MGS, empresa responsável pela gestão e disponibilização dos profissionais terceirizados que atuam na rede municipal de ensino.
De acordo com a secretaria, a proposta em discussão prevê um reajuste de 7% no valor do contrato, percentual que supera a inflação registrada em 2024, que foi de 4,83%. Este aumento poderia potencialmente atender a algumas das demandas financeiras dos trabalhadores, embora não aborde todas as questões levantadas pela categoria.