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‘Ela fingia ser Diego’, mulher de BH é presa por fingir ser homem e ameaçar vítimas nas redes sociais

Mulher iniciava relacionamento com outras mulheres nas redes sociais enquanto fingia ser um homem

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (21) uma mulher de 33 anos suspeita de cometer violência psicológica contra outras 5 mulheres ao se passar por um homem nas redes sociais. Ela se identificava como Diego e iniciava relacionamentos com as vítimas pelo Instagram e, quando elas tentavam terminar o relacionamento, a mulher passava a ameaçá-las.

Conforme a organização, as investigações começaram após uma das vítimas denunciarem as ameaças feitas por Diego, o alter-ego da suspeita. Elas recebiam ameaças de morte, sofriam assédios e, em um dos casos, uma mulher chegou a perder o emprego devido às ligações incessantes da suspeita para o local de trabalho.

Em outra situação, uma mulher denunciou que a suspeita teria a perseguido e enviado fotos do portão da casa dela com ameaças. As vítimas têm entre 30 e 40 anos.

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A delegada responsável pelo caso, Karine Tassara, explicou que a suspeita afirmou cometer os crimes motivada pelo ódio contra mulheres. “Ela disse que mantinha os relacionamentos porque ela tem ódio de mulheres e porque ela buscava fazer com que as vítimas ficassem à disposição dela e para que elas passassem por situações humilhantes”, esclarece Tassara.

A suspeita é investigada pelos crimes de violência psicológica, perseguição e ameaça.

Quem é ‘Diego’?

As investigações apontaram que o alter-ego da suspeita foi feito utilizando fotos aleatórias de um homem que ela encontrou na internet. Para as vítimas, a suspeita falava que ele trabalhava como maquinista e, inclusive, colocava sons de trem no fundo dos áudios que enviava para as vítimas.

“Segundo a suspeita, ela não usava nenhum tipo de dispositivo que alterasse a voz dela e a voz dela de fato é uma voz grave. Pelo menos quatro das vítimas afirmaram que praticavam sexo virtual com o Diego, mas ele nunca mostrava o rosto, apenas as partes íntimas”, informou a delegada.

A Polícia Civil ainda investiga como ela fazia essas ligações e se há outra pessoa envolvida nos crimes.


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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Ana Luisa Sales é estudante de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente escreve para as editorias entretenimento, curiosidades e cidades.
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