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Acidente no Edifício Mirafiori: entenda o que pode causar queda ou desnível de elevador

Acidente envolvendo o elevador do edifício Mirafiori mobilizou as autoridades no Centro de Belo Horizonte nesta quinta-feira (20)

Nessa quinta-feira (20), um acidente envolvendo um elevador mobilizou Corpo de Bombeiros, Samu e a polícia no edifício Mirafiori, no Centro de Belo Horizonte. O ocorrido foi causado por excesso de peso, uma vez que 22 pessoas ocupavam a cabine, que suporta no máximo 17.

Vários outros fatores podem causar a queda de um elevador. Segundo Marcelo Rios de Araújo, professor de Máquinas de Levantamento e Transporte de Engenharia Mecânica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), as causas de problemas com elevadores podem ser:

  • Sobrecarga - O excesso de peso pode sobrecarregar os componentes mecânicos;
  • Falha mecânica - Problemas com cabos, polias, motores ou freios;
  • Manutenção inadequada - Falta de inspeções e reparos regulares pode resultar em falhas de segurança;
  • Erros de instalação - Instalações incorretas podem comprometer a segurança do elevador;
  • Problemas elétricos - Falhas no sistema de controle elétrico podem causar mau funcionamento.

A carga é medida tendo em vista por uma norma brasileira pré-definida, a NBR 5665. A sobrecarga no elevador pode ter ocasionado a falha ou mal desempenho dos componentes do elevador, conforme explicou o professor.

O que diz a Associação das Empresas de Elevadores

No caso do elevador do edifício Mirafiori, o excesso de pessoas foi o que causou o problema. Apesar do que diz o Corpo de Bombeiros, a Associação Brasileira das Empresas de Elevadores (Abeel) afirma que o que aconteceu não foi uma queda, mas, sim, um desnível. Para ser definido como queda, o elevador teria que ter despencado com uma velocidade maior do que o normal e ter batido nas molas.

“Quando o elevador foi fazer a redução da velocidade, por causa do excesso de carga, a redução ocorreu de forma mais tardia”, explicou o presidente da Abeel, Marcelo Braga.

Freio emergencial

Assim como declarou o presidente da associação, o responsável pela regional da Abeel em Belo Horizonte, Ronaldo Soares, afirmou que o que houve não foi uma queda. Caso fosse, o limitador de velocidade, ou seja, o freio emergencial teria sido acionado.

No entanto, para o professor Marcelo Rios, a altura da queda pode não ter sido o suficiente para acionar o sistema do freio de segurança. “Geralmente, [o freio de segurança] é acionado quando a velocidade do elevador supera em 15% a velocidade nominal”, explicou.

O que fazer quando um elevador está caindo?

Quando o elevador está caindo, segundo o presidente da Abeel, é necessário manter a calma. “Primeira coisa é manter a calma. A pessoa precisa entender que o elevador é o meio de transporte mais seguro que existe e que, se passar da velocidade, ele tem o freio de segurança, que vai travar. Se passar da velocidade, [a pessoa] tem que entender que vai sentir um ‘tranco’”, explicou Marcelo Braga.

O professor Marcelo Rios também afirma que é necessário manter a calma. Além disso, há algumas medidas que podem ser tomadas:

  • Deitar-se no chão: isso distribui a força do impacto por todo o corpo e pode reduzir o risco de lesões;
  • Proteger a cabeça: use suas mãos ou um objeto para proteger sua cabeça de possíveis detritos;
  • Segurar-se: se possível, segure-se em algo para evitar ser arremessado dentro da cabine.
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Entenda

Um acidente com o elevador do edifício Mirafiori, localizado na Rua Guajajaras, no Centro de Belo Horizonte, mobilizou o Corpo de Bombeiros e o Samu. O elevador teria travado no subsolo e despencou até o fosso, a uma altura de 1,5m, segundo os Bombeiros.

Uma pessoa queixava de dores no tornozelo e foi socorrida. Outras sete vítimas foram auxiliadas pelo Samu com dor na lombar e outras lesões leves.

De acordo com os Bombeiros, o elevador tinha capacidade para 17 pessoas, mas transportava 22, cinco acima do limite. Isso foi o que causou o ocorrido.

No prédio funcionam uma unidade do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e escritórios do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além de consultórios e salas comerciais.

Em nota à Itatiaia, o Senac informou que 13 alunos da instituição estavam no elevador no momento do acidente. Quatro deles tiveram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital João XXIII. Os demais foram liberados, acompanhados pelos responsáveis. O Senac afirma que acionou as famílias e está prestando o acompanhamento necessário.

A instituição também ressalta que os estudantes entraram no elevador no momento em que ele estava vazio, respeitando a capacidade do equipamento.


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Jornalista formada pela PUC Minas. Mineira, apaixonada por esportes, música e entretenimento. Antes da Itatiaia, passou pelo portal R7, da Record.
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