Pela segunda vez consecutiva, o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, é reconhecido como o mais sustentável do Brasil. O dado é da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por meio do Programa Aeroportos Sustentáveis. Na avaliação, o terminal mineiro atingiu 98,84% dos pontos.
Operado pelo consórcio dos grupos CCR e Zürich Airport, foi reconhecido no prêmio Aeroportos Sustentáveis na categoria de terminais que têm tráfego acima de 5 milhões de passageiros. Com diversos investimentos nos últimos anos, a ideia da empresa controladora do aeroporto é amenizar os impactos ambientas das atividades aéreas, já que o setor de avião é responsável por 2% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE).
O BH Airport também é reconhecido pelo terceiro ano seguido como um Aeroporto Verde, pelo Programa “Green Airport” do Conselho Internacional de Aeroportos. Desde 2017, o trajeto de milhares de pessoas do mundo, já reduziu 48% das suas emissões diretas de CO₂ na atmosfera.
Desde 2017, o trajeto de milhares de pessoas do mundo, já reduziu 48% das suas emissões diretas de CO₂ na atmosfera.
Na gestão ambiental de aeroportos estão iniciativas para redução de poluentes, uso eficiente de recursos hídricos, coleta seletiva e redução do ruído aeronáutico. O programa Aeroportos Sustentáveis foi criado para acompanhar o desenvolvimento da gestão ambiental em aeroportos.
"É importante ressaltar nosso compromisso com o desvelamento sustentável do aeroporto e da região. Esse prêmio é mais uma confirmação de que estamos no caminho certo, de que a nossa jornada é contínua, já que a cada dia estamos buscando novas técnicas para que possa chegar a emissões zero de carbono em 2044", explica Daniel Miranda, CEO do BH Airport.
Um exemplo é o projeto 400hz+PCA, para substituir combustíveis fosseis por energia elétrica renovável, para as aeronaves que se encontram totalmente paradas. O processo anterior era feito por um gerador que consumia combustível.
Aves e cão trabalham no Aeroporto com direito a crachá e recompensa
Mas o projeto de sustentabilidade que mais chama a atenção é o que utiliza animais para reforçar a segurança das operações. Animais na pista de pouso e decolagem podem parecer um fato inusitado, mas a presença deles nos arredores de um aeródromo é bem mais comum do que as pessoas possam imaginar. Como o Aeroporto Internacional de Confins é localizado próximo a uma grande área de mata, precisa contar com funcionários como veterinários e biólogos.
O controle da fauna é realizado pela equipe especializada, que combinam diversas metodologias para oferecer a segurança das operações juntamente com a proteção da fauna local. Os funcionários? Gaviões e falcões, além de um cão.
Funcionários Martin e Apolo, que ‘trabalham’ no aeroporto, na a área de manejo de fauna da concessionária, para contribuir na segurança das aeronaves para que nenhum tipo de acidente aconteça.
Todos são treinados com técnicas de falcoaria para espantar as outras aves que se aproximarem do terminal. Desde 2014, o aeroporto utiliza os animais no trabalho de prevenção. Em 2023, cerca de 265 animais foram capturados e remanejados para as áreas preservadas.
A área de manejo de fauna da concessionária contribui na segurança das aeronaves para que nenhum tipo de acidente aconteça. Além das aves, o BH Airport conta ainda com a atuação de um cão treinado para auxiliar nas atividades de identificação de ninhos, ovos e aves.
“A participação deles aqui é muito importante, é uma equipe que trabalha no dia a dia, que retira os animais que poderiam gerar algum dano, ou incidente com aeronaves. É um trabalho aliado à proteção da biodiversidade local. Hoje, a equipe de manejo da fauna do nosso aeroporto trabalha todos os dias, em horários de pico”, explicou Evandro Amato, analista de sustentabilidade de meio ambiente do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.
Funcionários Martin e Apolo
Com quatro anos, o famoso cão farejador Marin faz rondas no céu e também por terra. A raça do cachorro é pointer inglês, um cão com características de encontrar a caça e apontá-la para o caçador. Martin trabalha diariamente nos canteiros do aeroporto. Já as aves, ao todo, são 16 falcões. Entre eles, Apolo, com três anos, treinado desde os três meses para a atividades.
Entre os animais, Apolo, com três anos, foi treinado desde os três meses para a atividades.
Ele “está" entre os sete mil funcionários que trabalham na operação do terminal. Antes das 6h, ele já está pronto para mais um dia de trabalho. É assim de segunda a segunda, em três turnos de serviço.