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Alimentar o corpo e o espírito

A presença de Jesus na hóstia é especialmente proclamada na solene celebração de Corpus Christi, quando as ruas e as igrejas se colorem com os tapetes de serragem

Montagem dos tapetes de Corpus Christi em Belo Horizonte

A Eucaristia – presença de Jesus no Pão e no Vinho -, constitui mistério central da fé cristã, denso em significados, fonte de bênçãos e de graças. Há uma sede que não pode ser saciada com simples hidratação. E o ser humano também padece de uma fome que não se supera com uma refeição rica em nutrientes.

A sede e a fome de Deus encontram resposta na Eucaristia, instituída por Jesus, conforme narra o Evangelho segundo São Marcos. “Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e lhes deu dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo’. E tomando na mão o cálice, deu graças e passou-o a eles, e todos beberam. E disse-lhes: ‘Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado em favor de muitos”.

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A mesma cena é narrada pelo evangelista Lucas, que a detalha acrescentando importante pedido de Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Assim, desde os tempos apostólicos, conforme pede o Mestre, os discípulos celebram a Eucaristia, marcando o nascimento da Igreja ao redor da Palavra de Deus e do Cristo Eucarístico – Pão e Vinho.

Nestes mais de 2.000 anos de história, a Bíblia, a tradição e o magistério da Igreja ensinam que a Eucaristia é alimento para o corpo e para o espírito, indispensável para a humanidade.

Corpus Christi

A presença de Jesus na hóstia consagrada é especialmente proclamada na solene celebração de Corpus Christi, quando as ruas e as igrejas se colorem com os tapetes de serragem. E o povo simples, gigante na fé, caminha em procissão, tendo à frente o Santíssimo Sacramento.

Além da fundamentação bíblica, da fidelidade à tradição iniciada pelos apóstolos, dos ensinamentos partilhados pelo magistério da Igreja, a inabalável fé na Eucaristia se fortalece com incontáveis testemunhos sobre bênçãos e graças alcançadas a partir do Santíssimo Sacramento.

A Eucaristia é um mistério de amor. Acolhê-la, unindo-se ao próprio Cristo, pede uma qualificação humana e espiritual de cada pessoa - chamada a seguir o exemplo do Mestre. Isto significa também ofertar a própria vida, dedicando-a ao bem do semelhante, de toda Criação. Assim ocorre uma plena “comunhão” com o Mestre e sua Igreja, capaz de vencer toda fome e sede, em uma adequada vivência da fé e da cidadania.


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O Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidiu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e publica semanalmente aos sábados no Portal Itatiaia.