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Professores concursados das escolas municipais de BH decidem entrar em greve

Proposta de recomposição salarial parcelada em três vezes não agradou movimento, que deve divulgar paralisação nos blocos de Carnaval neste fim de semana

Manifestantes defendem proposta adicional para a categoria

Os trabalhadores concursados da rede municipal de ensino de Belo Horizonte decidiram, nesta quinta-feira (15), entrar em greve por tempo indeterminado. A categoria, que pede para que o prefeito Fuad Noman (PSD) negocie o reajuste dos profissionais, já estava em um estado indicativo de greve desde o dia 17 de janeiro.

A paralisação foi aprovada por maioria absoluta em assembleia. Os profissionais reclamam o índice de recomposição salarial de 8,04% oferecido pela prefeitura e que seria dividido em três parcelas, sendo a última paga em janeiro de 2025. A redução na contagem de tempo para a progressão por mérito apenas para servidores em nível 20 da carreira também desagrada a categoria.

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O movimento grevista prevê realizar uma reunião nesta sexta-feira (16), além de divulgar a paralisação durante os blocos de Carnaval no sábado (17) e domingo (18). Na segunda-feira (19), está prevista a realização de um ato público em frente a prefeitura e, na terça (20), deve haver uma nova assembleia geral dos trabalhadores.

Posicionamento

‘A Prefeitura de Belo Horizonte respeita o direito à livre manifestação e espera que a categoria se una às demais carreiras municipais, que já aprovaram o reajuste de 8,04%. O índice recompõe mais de 100% da inflação estimada entre janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2023 e representa o limite orçamentário para despesas dessa natureza e qualquer outra proposta extrapola as finanças municipais.

De 2017 até aqui, a administração municipal concedeu benefícios históricos à Educação, para além dos reajustes gerais propostos. Ganhos que impactaram positivamente na remuneração dos professores, que hoje recebem um salário inicial 25,31% acima do piso nacional para uma jornada semanal de 22 horas e 30 minutos.

É importante destacar que o Município sempre esteve aberto ao diálogo e realizou, de 2023 até agora, 25 reuniões somente com o sindicato que representa a Educação. Durante as negociações, a categoria recusou todas as propostas apresentadas.

A Prefeitura reconhece a importância dos profissionais da Educação e a necessidade constante de valorização. Contudo, todas as concessões devem ocorrer de maneira responsável, equilibrando as necessidades de diferentes setores para garantir a sustentabilidade financeira.’

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.