“Todos os anos a gente tem problemas nesse local, só que, neste ano, tivemos um comportamento atípico das chuvas. Foram 54 milímetros de chuvas em seis horas. O sistema de drenagem não suportou. Atualmente, estamos com várias obras, não só o município, mas (também) o governo do estado, para a construção de bacias e a contenção de enchentes”, afirmou, ao programa Itatiaia Agora.
Na Avenida Firmo de Matos, que fica nas redondezas da Vila Marimbondo, há uma bacia de contenção em construção. Na Praça Rio Volga, perto dali, outra bacia já funciona. Segundo Marília, essa piscina de concreto ajudou a amenizar os estragos causados pelas chuvas.
“Na Vila Jardim Eldorado, conhecida como Marimbondo, passa um córrego. No passado, quando fui prefeita (pela primeira vez), esse córrego enchia e inundava todas as casas. Quando fui prefeita, esse córrego foi canalizado e o problema não existe mais. Mas ainda existe um problema em parte da vila, que fica perto da (Avenida) Firmo de Matos, abaixo do nível da avenida e, dependendo do comportamento das chuvas, a situação se agrava”, apontou.
Marília citou a alta incidência de córregos em solo contagense. Ela pediu aos moradores da cidade que evitem colocar sacos de lixo nas portas das residências em horários distantes da coleta feita pelos caminhões.
“Aquele lixo vai para algum lugar. Vai para os bueiros, os entope — e entope a drenagem”, explicou. “A gente tem feito (ações para conter as chuvas). Ainda não o suficiente para impedir essas tragédias e esse sofrimento de moradores de vários lugares da nossa cidade”, completou, ao citar as medidas tomadas pela prefeitura.
De acordo com a prefeita, embora Contagem conte com um sistema de drenagem de água, a engrenagem é “insuficiente”. Por isso, a necessidade de erguer as bacias.
Habitação
A prefeita ainda comentou a possibilidade de retirar pessoas que vivem em áreas de risco para alojá-las em habitações populares. A cidade recebeu, do governo federal, autorização para a construção de 921 apartamentos do “Minha Casa, Minha Vida”.
Segundo Marília Campos, as eventuais desapropriações serão feitas após um mapeamento dos espaços que podem ser atingidas por fenômenos naturais.