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O vazamento ocorreu no banheiro do 5ª andar nesta manhã, inundando quartos, corredores e andares inferiores. Apesar de a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) afirmar que não houve prejuízo no atendimento, os elevadores foram interditados, o que causou o adiamento de cirurgias e atrasou a alimentação dos pacientes.
“Esse rompimento causou a inundação de todos andares para baixo, inclusive no ambulatório. Os elevadores ficaram inundados e, portanto, foram todos desativados, além do alagamento das escadas. Com isso, a alimentação dos pacientes está sendo prejudicada”, explicou o presidente da Asthemg, Carlos Martins.
“No almoço, os próprios funcionários da enfermagem tiveram que descer pelas escadas para buscá-lo no refeitório, que fica no subsolo. Com isso, houve atraso, além da sobrecarga de serviço a esses profissionais da enfermagem, que vão ter que fazer esse tipo de ação”, acrescentou.
De acordo com o presidente da Asthemg, as cirurgias foram suspensas, já que não tem como descer os pacientes e nem macas para o bloco cirúrgico que fica no térreo. “O atendimento do hospital foi suspenso nos casos não muito graves, que não há risco de vida, estão entrando apenas os casos que são os risco de vida, isso está sendo atendido”, destacou.
Além disso, a interdição dos elevadores prejudica outras áreas do hospital. “A coleta de lixo também foi prejudicada nos andares, o que vai dificultar, porque havia um carrinho que era transportado pelo elevador que fazia toda essa coleta. Isso está sendo improvisado e a previsão dos técnicos é de que os elevadores só vão ser liberados daqui há dois dias”.
Para Martins, os problemas na unidade não são surpresa. “É um tipo de situação que nós não consideramos como imprevisível, tudo isso em função da falta de uma adequada manutenção preventiva. Como sabemos, o prédio é antigo e necessita passar por uma reestruturação. É feito um reparo provisório e ficamos aguardando o próximo”, lamentou.
À Itatiaia, familiares de pacientes internados disseram que o vazamento afetou as escadas e, por isso, o hospital não deixou que eles visitassem seus entes. Até o momento, não há previsão de normalização.
A reportagem solicitou uma nova nota à Fhemig e, assim que respondida, esta matéria poderá ser atualizada.