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Carnaval 2023 - quase 80% dos belo-horizontinos vão se fantasiar neste ano

Glitter ou estampa, fantasia comprada ou feita em casa, veja como os foliões estão se preparando

A foliã Shantal Carvalho

Um pouco de glitter, uma estampa espalhafatosa, um brinco chamativo, uma maquiagem bem colorida: não é difícil entrar no clima do Carnaval, mesmo sem a fantasia mais elaborada do mundo. O importante é sair da mesmice do dia a dia.

Segundo uma pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), 77% dos foliões pretendem usar alguma fantasia ou adereço durante a festa. Desse total, 18,4% afirmam que vão fazer as próprias roupas e acessórios.

A advogada Chantal Carvalho, 27, é de Belo Horizonte mas mora fora do Brasil há quase 3 anos. “Eu gosto de fazer as minhas próprias fantasias porque eu sinto que eu estou colaborando com o Carnaval de alguma forma, imaginando as minhas próprias roupas. E aí, quando eu visto elas, tendo pensado e idealizado aquilo pra um bloco específico, eu me sinto especial, diferente das outras pessoas, porque afinal foi eu quem fiz”, conta. Com o retorno da folia, ela veio para a cidade natal cheia de planos de curtir a festa: “eu vou colorida; com muito glitter!”.

Shoppings populares

Pra quem não tem tanto tempo ou talento manual, as lojas da cidade estão abastecidas para lidar com a demanda – e prometem ter opções para todos os gostos e bolsos. Segundo a pesquisa da CDL, 8,2% dos foliões que vão se fantasiar vão comprar nos shoppings populares.

“A época de carnaval é a melhor época. A gente vende muito conjuntinho com hotpants e croppeds, vestidinhos, shorts. Os com estampa de sereia e nas cores prateado e dourado tem saído muito”, afirma a vendedora Simone Ferreira, que trabalha em uma das lojas do Shopping Xavantes. Por lá, as peças custam a partir de R$ 19,90.

Em outro estabelecimento do centro da capital, a busca tem sido pelos clássicos: “a fantasia de anjo e a saia de cetim são as que mais saem”, conta o vendedor Miguel Pereira. Mas se engana quem pensa que o clássico é careta. “Saiu mais a fantasia de anjo preta. Acho que o pessoal tá querendo mais ser mau do que ser bonzinho”, brinca Miguel.

Oportunidade

A expectativa divulgada pela Prefeitura de BH de ter 5 milhões de foliões nas ruas da cidade neste ano está movimentando o comércio. É toda uma cadeia de produtores de olho no consumo desses foliões todos.

A loja colaborativa Estação Carnaval foi fundada em 2017 e, durante a pandemia precisou pausar as atividades. Agora, voltou com tudo, como um espaço de vendas para várias mulheres que fabricam peças especialmente para esta época do ano. Todas as mais de 20 marcas vendidas na loja são de produtoras locais, feitas de forma artesanal por mulheres. “A nossa ideia também é facilitar para as clientes, pra que elas possam experimentar com calma e verem as peças com tranquilidade, combinar os diferentes tipos de acessórios e de roupas. Aqui a gente tem meia-arrastão, saia de tule, joelheira pra quem toca em bloco, viseira, acessório de cabeça, além de roupas, brincos, glitter. É uma forma da pessoa se produzir mais rapidamente e não ficar igual aos outros foliões”, explica a sócia-fundadora Flávia Ruas.

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Ana Luiza Bongiovani é jornalista e também graduada em direito. É repórter da Itatiaia.