Capitão licenciado do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais vai à Turquia e Síria ajudar no resgate de sobreviventes

Léo Farah coordenou a operação de busca em Mariana, após rompimento da barragem da Vale e faz parte da Ong Humus

Léo Farah coordenou a operação de busca em Mariana, após rompimento da barragem da Vale e faz parte da Ong Humus

O capitão licenciado do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Léo Farah, embarcou nesta quarta-feira (8) para a Turquia onde vai atuar como parte integrantes das equipes de salvamento das vítimas do terremoto que já fez mais de 11 mil vítimas, sendo 8.574 na Turquia e 2.662 pessoas na Síria. A viagem acontece por meio da Ong Humus, da qual o capitão faz parte.

O capitão coordenou as operações de busca no rompimento da barragem da Vale, em Mariana, em 2015 e em Brumadinho, em 2019. Segundo ele, mesmo com o passar dos dias, é possível encontrar sobreviventes em meio aos escombros.

“A gente pretende ficar sete dias lá, pois ainda temos a janela de busca e salvamento que começa desde a hora que o acidente acontece até 10 dias depois. Até sete dias há 5% de chance, depois de 10 é praticamente impossível, mas acontece.”

O capitão lembrou o caso de uma mulher que foi encontrada com vida sobre os escombros após ficar 63 dias soterrada, em decorrência de um terremoto no Paquistão.

Chegada

Léo Farah disse que após horas de trajeto ainda não conseguiu chegar à Turquia devido a tempestade de neve.

“A gente chegou aqui e tá nevando muito, a neve tá muito forte, então tem muitos voos cancelados. Tá difícil da gente conseguir o voo direto para o epicentro do terremoto. Os voos estão todos lotados e a logística é complicada.”

Para acessar a cidade, Farah e o grupo relataram que vão buscar alternativas como um carro alugado ou outro voo.

“A gente vai tentar alugar um carro ou um voo pra lá. Tá um caos aqui. Além do terremoto tem esse problema de uma neve muito forte.”

A Itatiaia entrou em contato com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e aguarda posicionamento sobre outros possíveis militares licenciados que irão à Turquia e Síria ajudar nas buscas.

Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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