Integrantes de organizadas envolvidos em pancadaria são soltos pela polícia

Quatro integrantes da Máfia Azul foram baleados e levados para o hospital de Oliveiras e não correm risco de morte

Quatro integrantes da Máfia Azul foram baleados e levados para o hospital de Oliveiras e não correm risco de morte

A Polícia deve investigar os integrantes das torcidas organizadas Máfia Azul do Cruzeiro e Mancha Verde do Palmeiras que se envolveram em uma pancadaria na rodovia Fernão Dias, em Carmópolis de Minas, região Centro-Oeste do estado, nessa quarta-feira (28). Os torcedores mineiros seguiam para Campinas, em São Paulo, para o jogo entre Cruzeiro e Ponte Preta e os torcedores do Palmeiras seguiam para Belo Horizonte para assistir a partida entre Atlético e Palmeiras.

Conforme a Polícia nenhum suspeito foi preso e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) qualificaram os envolvidos e, em seguida, eles foram liberados. A arma usada no crime ainda não foi encontrada.

Durante a briga generalizada, quatro integrantes da Máfia Azul foram baleados e levados para o hospital de Oliveiras, mas não correm risco de morte. Já os torcedores do Palmeiras foram agredidos com porretes e chutes. Imagens feitas por integrantes da Máfia Azul mostram os torcedores bastante machucados e alguns só de cueca.

“O que eu pude observar é que os ônibus da Máfia Azul pararam ali [na rodovia] a cerca de cem metros do restaurante e eles voltaram cerca de 500 metros pra encontrar aparentemente com o pessoal do Palmeiras. Comentários aqui da região é que o pessoal do Palmeiras estava esperando o pessoal lá em cima, a cerca de 30 km daqui. A Máfia Azul passou, viu e parou o ônibus”, relatou à Itatiaia uma testemunha que não será identificada.

Sobre a ocorrência em Carmópolis de Minas, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou por meio de nota que o registro foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, até o momento, não houve conduzidos à Delegacia de Plantão.

“Assim que acionada, uma equipe de policiais civis fez os levantamentos no local, iniciando a apuração dos fatos. A PCMG esclarece que serão analisadas as imagens que circularam nas redes sociais, registros recolhidos com o intuito de tentar identificar e responsabilizar os agressores.”

As causas e as circunstâncias dos fatos seguem sendo investigadas pela PCMG.

Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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