O clima é de ansiedade e expectativa no barracão da Mocidade Verde e Rosa, no bairro Nova Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte. Fundada em 2023, a escola fará, em 2026, seu terceiro desfile no Carnaval da capital — e o primeiro no Grupo Especial. A agremiação conquistou o acesso após ser campeã do Grupo de Acesso em 2025.
Neste ano, a Verde e Rosa leva para a avenida o enredo que conta a história do fogo. Ao todo, são 12 alas, mais de 500 integrantes e sete intérpretes.
Presidente da escola, Maurílio Terra destaca a emoção da estreia entre as principais agremiações da cidade.
Leia também:
“A expectativa pela primeira vez no grupo especial é muito emocionante, é muita emoção, é luta e desejo de fazer um grande carnaval, um grande show na avenida com a Mocidade Verde e Rosa. Na verdade, a nossa escola tem três anos, é o nosso terceiro Carnaval. Ela foi fundada aqui na Região Oeste, na Nova Gameleira, representando toda a região, e vem com essa família cada dia que passa crescendo. É um sonho que hoje virou de várias pessoas: fazer uma escola de samba que faz parte do currículo da comunidade, trazendo trabalho, alegria e projeções para a juventude e também para os idosos, como uma ocupação.”
Sobre o enredo, Maurílio explica que a escolha segue um projeto artístico e conceitual desenvolvido pela escola.
“O tema é escolhido dentro de um projeto que a gente leva. Vamos levar para a avenida a história do fogo. O fogo que aquece a vida, ilumina, purifica e regenera. Vamos contar toda a trajetória e a evolução do ser humano depois do conhecimento do fogo.”
A força da mulher
Já na Região Centro-Sul da capital, os preparativos também seguem intensos na tradicional Cidade Jardim, uma das escolas mais antigas do Carnaval de Belo Horizonte. Em 2026, a agremiação aposta no enredo “Mulher”, com seis intérpretes no microfone, entre eles Fabinho do Terreiro e Ana Proença.
O desfile contará com 13 alas e cerca de 500 integrantes. Madrinha da escola, Andrea Macedo afirma que o tema dialoga diretamente com o momento atual da sociedade.
“Um tema maravilhoso, que tem tudo a ver com o nosso momento. Mulher, a força que move o tempo. A força da mulher, a presença da mulher no poder público, como empreendedoras, a mulher dona de casa, a mulher invisível, a mulher que gera vida e também, infelizmente, o feminicídio, que é uma crise mundial, mas muito importante aqui em Belo Horizonte, Minas Gerais e no Brasil, e também a mulher trans, que é vítima em especial desse feminicídio.”
Segundo a organização, a expectativa é reunir entre 400 e 500 componentes no desfile deste ano.