O Império de Casa Verde promete uma abertura de sábado (14) carregada de história. A escola deixa de lado temas lúdicos para mergulhar no Brasil do século XIX, trazendo à luz a trajetória das escravas de ganho e a mística por trás de seus famosos ornamentos.
O enredo foca na figura emblemática de Dona Fulô e em tantas outras mulheres que, com tabuleiros de quitutes na cabeça e muita determinação, ocuparam as ruas para garantir o próprio sustento e, acima de tudo, a sua emancipação. A narrativa revela um lado pouco explorado da nossa história: o comércio como ferramenta política para a compra da alforria.
A peça central do desfile são os balangandãs, as famosas joias de prata presas a correntes que as mulheres negras ostentavam sobre o peito. Na visão do Império, esses adornos vão muito além da estética, também indicam uma conquista financeira e um passo a mais rumo à liberdade.