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Vídeo: servidor é flagrado exigindo propina para liberar obra: 'me dá esses R$ 50 mil'

Chefe de Fiscalização do Meio Ambiente em Florianópolis (SC) foi preso durante investigação da Polícia Civil; suspeito ameaçava demolir obras se não recebesse propina

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Servidor foi flagrado negociando propina
Servidor foi flagrado negociando propina • Reprodução/Globo

Um servidor da Prefeitura de Florianópolis (SC) foi flagrado negociando propina com um empresário para liberar obras irregulares. O servidor público, que é investigado pela Polícia Civil, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15).

Felipe Pereira trabalha na Prefeitura de Florianópolis desde 2015 e atuava como Chefe de Fiscalização na Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). No vídeo, ele é visto negociando com o construtor sobre o valor necessário para que ele libere a obra. Após certa divergência por conta da propina, ele diz: “me dá esses R$ 50 mil”. Veja o vídeo:

As imagens foram obtidas pela NSC TV, afiliada da Globo em Santa Catarina, e veiculadas no Fantástico deste domingo (17). Até o momento, o advogado de Felipe Pereira não se pronunciou em relação ao caso.

Servidor é preso após pedir propina

Felipe Pereira é suspeito de exigir propina para a liberação de construções irregulares em Florianópolis. O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil após um engenheiro civil denunciar a situação. Outro servidor da Prefeitura de Florianópolis também estaria envolvido no esquema.

Felipe já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em dezembro de 2022, durante a primeira fase da operação que resultou na prisão preventiva dele, efetuada na última sexta-feira (15). Segundo colegas de trabalho, os suspeitos esperavam as obras avançarem para exigir propinas. Caso contrário, as estruturas seriam demolidas.

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis informou que ainda não havia recebido informações sobre supostas irregularidades praticadas pelo servidor praticando irregularidades. O Executivo alega que fez mudanças no órgão nos primeiros meses de 2023 para dificultar eventuais cobranças e pagamentos de propina.