Ventiladores e aparelhos de ar-condicionado viram ‘presente de natal’ dos mais cobiçados
Ondas de calor que atingiram o país fizeram com que os brasileiros incluíssem ventiladores e aparelhos de ar condicionado, como nunca, em suas compras de Natal.

Ontem, entre as pessoas que fizeram compras de última hora no comércio de Copacabana, no Rio de Janeiro, pode-se observar muita gente carregando aparelhos pela rua ou levando ventilador até na moto para não passar calor na ceia. Cenas semelhantes a essas se repetiram em outras capitais do país.
Levantamento da Confi.Neotrust aponta que as vendas na categoria ar e ventilação no e-commerce subiram 29,5% entre 1º e 18 de dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Considerando apenas o ar-condicionado, a expectativa é que a produção chegue a 3,9 milhões de aparelhos em 2023, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Se confirmada, será a maior produção desde 2021 (4 milhões).
Desafio é dar conta da demanda
O Magazine Luiza aponta aumento nas buscas e nas vendas de ar-condicionado desde setembro, quando o calor chegou à maior parte das regiões do país. Com a alta da procura, o desafio é atender tantos pedidos:
— A demanda está muito acelerada e há sim falta de produtos no mercado. Temos uma parceria muito forte com os maiores fabricantes do país e, por causa disso, estamos conseguindo minimizar os impactos no estoque — diz Marina Peres, gerente comercial do Magalu.
Na Fast Shop, a saída foi reforçar estoque próprio e apostar no marketplace. Entre setembro e dezembro, as vendas de ar-condicionado subiram 80%. A varejista lançou a campanha “Seu Momento Fresh”, para vendas de ar-condicionado, ventiladores e umidificadores. Neste mês, criou o cartão Fast Pay, com parcelamento em até 21 vezes, serviço de instalação e suporte técnico, com mensalidade de R$ 25.
— Esperamos encerrar o ano com um aumento de 50% em vendas na categoria em relação ao ano passado — diz Eduardo Salem, diretor de Marketing e Canais Digitais da Fast Shop.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera que o Natal movimente R$ 68,97 bilhões em vendas este ano, um aumento de 5,6% em relação a 2022.
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