Médico é condenado a quase 38 anos de prisão suspeito de abusar de 10 pacientes em SC
Entre as vítimas estão uma adolescente de 17 anos e uma mulher grávida; profissional também deverá pagar R$ 20 mil a cada uma das mulheres e perdeu o cargo público

Um médico foi condenado a 37 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, por crimes sexuais cometidos contra dez pacientes durante consultas realizadas na cidade de Catanduvas, no Oeste de Santa Catarina. Entre as vítimas estão uma adolescente de 17 anos e uma mulher grávida. A sentença foi proferida pela Vara Única da comarca nessa segunda-feira (26) e divulgada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nesta quinta-feira (29).
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o profissional pague R$ 20 mil de indenização por danos morais a cada vítima, totalizando R$ 200 mil. A decisão também estabeleceu a perda imediata do cargo público e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Ele está preso desde março deste ano, quando foi preso pela Polícia Civil do estado.
Abusos aconteciam durante consultas médicas
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os crimes ocorreram entre outubro de 2024 e setembro de 2025, durante atendimentos no Hospital Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e no posto de saúde do bairro Sebaldo Kunz, ambos em Catanduvas.
Segundo as investigações, o médico se aproveitava da posição profissional e da confiança estabelecida com as pacientes para praticar atos de natureza sexual sob justificativas de procedimentos clínicos.
Entre as condutas relatadas estavam toques nas regiões íntimas e nos seios das mulheres, além da exposição de partes dos corpos durante os atendimentos. Em alguns casos, o profissional teria realizado exames invasivos sem necessidade técnica ou autorização, utilizando luvas e instrumentos médicos como pretexto.
A denúncia também aponta que o médico fazia perguntas e comentários de cunho sexual durante as consultas. As pacientes acreditavam estar sendo submetidas a procedimentos médicos legítimos, mas, conforme apurado no processo, os atos tinham finalidade sexual.
O processo tramita em segredo de justiça para preservar a identidade das vítimas. A condenação é passível de recurso, mas o médico deverá permanecer preso durante a tramitação.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



