Advogada e médico são presos por esquema de atestados falsos para soltar detentos em SC
Investigação aponta fraude em laudos médicos usados para obter benefícios judiciais; esquema pode ter favorecido presos ligados ao crime organizado

Uma operação policial realizada na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, resultou na prisão de uma advogada e de um médico suspeitos de integrar um esquema de falsificação de atestados médicos para beneficiar detentos do sistema prisional.
As investigações indicaram que os documentos eram utilizados para embasar pedidos de prisão domiciliar ou outras formas de flexibilização da pena. Uma vez em prisão domiciliar, os detentos frequentemente rompiam as tornozeleiras eletrônicas e tornavam-se foragidos.
De acordo com a apuração, os dois profissionais atuavam de forma articulada: enquanto o médico emitia laudos com diagnósticos de doenças graves, muitas vezes sem respaldo clínico, a advogada utilizava esses documentos em processos judiciais para tentar garantir a liberação dos presos.
A investigação apontou que o esquema teria sido estruturado para atender detentos específicos, incluindo possíveis integrantes de organizações criminosas. Os laudos fraudulentos simulavam condições de saúde que justificariam a saída do sistema prisional, levantando suspeitas após inconsistências serem identificadas pelas autoridades.
A operação, denominada “Efeito Colateral”, cumpriu ao todo quatro mandados de prisão e 37 de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos mais de R$ 100 mil reais em espécie, três armas de fogo, 64 munições e 18 dispositivos eletrônicos. Os materiais irão passar por perícia.
Segundo a polícia, durante a abordagem a um dos alvos da operação, o investigado apresentou resistência e baleou um militar. O autor dos tiros acabou preso em flagrante.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



