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Rio Grande do Sul: cidade contabiliza prejuízos após chuva com mais de 34 mil afetados

Diversos serviços essenciais precisaram ser interrompidos devido aos estragos

Por e 
A forte chuva de granizo que castigou Erechim, no Rio Grande do Sul, destelhou grande quantidade de casas
A forte chuva de granizo que castigou Erechim, no Rio Grande do Sul, destelhou grande quantidade de casas • Defesa Civil Municipal de Erechim e Reprodução/CNN

Também houve distribuição de lonas como solução provisória.

Sul do Brasil registra temporais severos e granizo gigante

O Sul do país enfrenta uma sequência de temporais severos desde o fim de semana, com registro de granizo gigante, alagamentos, dezenas de cidades em situação de emergência e milhares de pessoas afetadas.

O cenário envolve os três estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e é resultado da combinação de ar quente em superfície com ar muito frio em altitude, além da atuação de um ciclone extratropical no litoral.

Rio Grande do Sul

Uma célula de tempestade isolada, mas extremamente intensa, se formou na tarde de domingo (23) sobre o Alto Uruguai, no Norte gaúcho, produzindo pedras de gelo de até 10 cm, classificadas como granizo gigante, segundo os critérios do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

Santa Catarina — 25 cidades com estragos, afastamentos e abrigos

Santa Catarina sofre desde sábado (22) com chuvas intensas e granizo, resultando em alagamentos, quedas de energia e centenas de pessoas fora de casa.

Paraná — granizo do tamanho de ovos em guarapuava

Paraná, o destaque é o granizo que atingiu Guarapuava, na região central, também no domingo (23). Moradores registraram pedras do tamanho de ovos de galinha, que danificaram casas e acionaram equipes da Defesa Civil.

Segundo o Simepar: A tempestade foi gerada pela combinação entre ar quente em superfície e a influência de uma frente fria no oceano, que reforçou a instabilidade com um cavado meteorológico (área de baixa pressão capaz de gerar tempestades).

Por que o granizo foi tão grande?

Segundo a MetSul Meteorologia, três fatores favoreceram o fenômeno:

  1. Ar muito quente em superfície — máximas de até 29°C
  2. Ar frio forte em altitude — reduzindo o nível de congelamento
  3. CAPE elevado — índice que mede a energia disponível para tempestades severas

As correntes ascendentes dentro das nuvens Cumulonimbus eram tão fortes que permitiram o crescimento de pedras de gelo em várias camadas, como “uma cebola”, até atingirem tamanho extremo.

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Maic Costa é jornalista, formado pela UFOP em 2019 e um filho do interior de Minas Gerais. Atuou em diversos veículos, especialmente nas editorias de cidades e esportes, mas com trabalhos também em política, alimentação, cultura e entretenimento. Agraciado com o Prêmio Amagis de Jornalismo, em 2022. Atualmente é repórter de cidades na Itatiaia.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.