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Padrasto é condenado a 46 anos de prisão por estuprar enteada de 12 anos no RS

Abusos ocorreram durante aproximadamente um ano, na zona rural de Panambi

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O homem oferecia presentes para as vítimas não denunciarem os abusos
abusos • Agência Brasil

Um homem foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por estuprar a própria enteada, que tinha 12 anos à época dos crimes. A sentença foi publicada nesta terça-feira (27) pela Justiça do Rio Grande do Sul, após denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual (MPRS).

De acordo com a denúncia do promotor de Justiça Daniel Mattioni, os abusos aconteceram entre setembro de 2024 e agosto de 2025, na residência da família, na zona rural de Panambi, no interior do estado.

O homem aproveitava os momentos em que ficava sozinho com a adolescente para cometer os crimes. Segundo o Ministério Público, ele também fazia ameaças constantes para impedir que a vítima contasse o que estava acontecendo.

Abusos resultaram em gravidez

Durante o processo, a Justiça reconheceu que a adolescente foi submetida a um contexto prolongado de violência física, psicológica e sexual.

Os abusos resultaram em uma gravidez. A vítima precisou passar por um procedimento médico legal para interrupção da gestação e também recebeu acompanhamento psicológico em razão dos traumas sofridos.

Entre as provas apresentadas no processo estão o depoimento especial da adolescente, considerado detalhado e coerente, relatos de testemunhas e exames periciais. Um exame de DNA confirmou que o homem era o pai biológico do feto.

Justiça mantém prisão preventiva

Na definição da pena, foram consideradas agravantes a condição de padrasto do condenado, a repetição dos abusos durante aproximadamente um ano, a violência psicológica praticada contra a adolescente e as graves consequências dos crimes.

O homem foi condenado por estupro de vulnerável em continuidade delitiva, com aplicação de agravantes e causas de aumento de pena previstas no Código Penal em razão do vínculo familiar e da gravidez decorrente dos abusos.

A sentença também manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

Para o promotor Daniel Mattioni, a condenação representa uma resposta à gravidade dos crimes, cometidos dentro do próprio ambiente familiar.

O representante do Ministério Público destacou que o caso provocou comoção em Panambi e ressaltou a importância da atuação do sistema de Justiça diante de situações de violência sexual contra pessoas em condição de vulnerabilidade.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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