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Operação contra tráfico de drogas prende 27 pessoas no Sul do Brasil

Investigação começou em 2023, com a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas; Polícia Civil descobriu que a organização distribuía drogas em larga escala, em um esquema que incluía operações logísticas com outros estados

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Total movimentado pela organização criminosa durante a investigação passou de R$21 milhões • Reprodução / PCRS

Pelo menos 27 pessoas foram presas durante operação da Polícia Civil contra uma rede de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no Sul do Brasil, deflagrada nesta quinta-feira (11).

A investigação começou em 2023, com a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A partir disso, a polícia descobriu que a organização criminosa distribuía drogas em larga escala, em um esquema que incluía operações logísticas com outros estados.

Segundo a Polícia Civil, o total movimentado pela organização criminosa durante a investigação passou de R$21 milhões. A lavagem dos recursos ilícitos incluía a reinserção do dinheiro na economia formal, por meio da compra de veículos, circulação de valores em espécie, integração e mescla do dinheiro proveniente do crime empresas reais, de fachada e fantasmas.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em 10 cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. A ação também acontece em Santa Catarina, em: Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José. Cerca de 300 policiais participam da operação.

A Polícia Civil também cumpre mandados de busca e apreensão em presídios do Rio Grande do Sul e em uma penitenciária do Paraná. Além disso, diligências também foram realizadas em empresas baseadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

No total, os agentes buscam cumprir 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos.

Pelo menos 21 empresas foram identificadas como operadoras do esquema, localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Ainda segundo a investigação, as movimentações bancárias eram realizadas por meio de dissimulações estruturadas, como uso de contas de terceiros, contas de passagem, depósitos e saques rápidos, casas lotéricas e caixas eletrônicos.

A ação desta quinta-feira (11), denominada Apakani, ocorre no âmbito da Operação Narke 6 — uma ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública e executada em todo o país, destinada ao enfrentamento do narcotráfico.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.