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Homem é preso suspeito de integrar grupo que falsificava remédios contra câncer no RS

Polícia Civil divulgou que 39 vítimas foram identificadas e, entre elas, sete morreram durante tratamento

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Operação Placebo cumpriu mais de 50 mandados contra o grupo suspeito de fraudar concorrências e usar empresas de fachada
Operação Placebo cumpriu mais de 50 mandados contra o grupo suspeito de fraudar concorrências e usar empresas de fachada • Divulgação/PCRS

Um homem foi preso em flagrante na cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, suspeito de integrar um esquema de fraude em orçamentos e falsificação de remédios destinados a pacientes com câncer. Segundo divulgado pela Polícia Civil, 39 vítimas foram identificadas, sendo que, entre elas, sete morreram durante o tratamento.

A investigação aponta que o grupo manipulava processos judiciais destinados à compra de medicamentos de alto custo. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os criminosos utilizavam empresas vinculadas entre si para simular concorrência em orçamentos apresentados ao Poder Judiciário, direcionando contratações e elevando artificialmente os valores pagos com recursos públicos.

A instituição também identificou indícios de empresas de fachada e, em situações mais graves, a circulação de medicamentos de alto valor com suspeita de adulteração e falsificação.

Operação Placebo

O esquema foi alvo da Operação Placebo. Na segunda-feira (29), 57 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades gaúchas:

  • São Gabriel;
  • Rosário do Sul;
  • Santa Cruz do Sul;
  • Santa Maria;
  • Sapiranga;
  • Campo Bom;
  • Canoas;
  • Taqueara;
  • Porto Alegre;
  • Gravataí;
  • Tramandaí.

Também houve diligências em outros quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

O homem preso, que não teve identidade revelada, é um dos principais investigados. Na casa dela, os policiais localizaram várias caixas de medicamentos com indícios de adulteração e falsificação.

A investigação começou após uma profissional da área farmacêutica identificar inconsistências em um medicamento utilizado no tratamento de câncer, incluindo divergências nas embalagens e características incompatíveis com os produtos originais.

As apurações revelaram que o grupo continha diferentes núcleos responsáveis pela captação de pacientes, encaminhamento para demandas judiciais e operacionalização das vendas. Uma determinação judicial decretou o bloqueio de bens e valores dos investigados, avaliados em cerca de R$2,5 milhões.

Após os mandados de busca e apreensão, a PC informou que prossegue com a análise do material localizado e não descarta a identificação de novos envolvidos, novas vítimas e outras frentes de atuação da organização criminosa.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.