Jogo do tigrinho: empresária é presa suspeita de movimentar R$ 28 milhões
Polícia Civil apreendeu R$ 19 mil em espécie e bloqueou contas bancárias do grupo que usava influenciadores digitais para divulgar plataformas clandestinas de apostas online

Uma empresária, o companheiro e a mãe dela foram presos sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar pela internet. A Polícia Civil (PC) apurou movimentação financeira de aproximadamente 28 milhões de reais entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados. A operação resultou na apreensão de valores em espécie e no bloqueio de bens e contas bancárias dos envolvidos.
A investigação revelou que o grupo utilizava influenciadores digitais e contas falsas para lavar dinheiro. O esquema funcionava com o recrutamento de pequenos influenciadores. Eles divulgavam plataformas clandestinas de apostas online para atrair um público cada vez maior e aumentar o lucro do grupo conforme crescia o número de usuários.
Divulgação por WhatsApp e Instagram
As plataformas de apostas eram divulgadas por meio de grupos no aplicativo WhatsApp. Esses grupos reuniam aproximadamente 900 pessoas. Entre elas estavam influenciadores digitais que faziam a divulgação das plataformas principalmente no Instagram. Eles recebiam pagamentos a partir de novos usuários cadastrados. Também ganhavam percentuais das apostas realizadas por esses novos usuários.
As investigações começaram após a Polícia Federal (PF) compartilhar informações sobre movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado. A partir desses dados, a Polícia Civil iniciou a apuração que identificou a movimentação milionária.
Os três investigados foram presos em mandados cumpridos pela polícia. Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 19 mil reais em espécie. O dinheiro foi encontrado em um cofre na residência dos acusados.
A Justiça determinou o sequestro de bens dos envolvidos e o bloqueio de suas contas bancárias. As medidas visam garantir a reparação de eventuais danos causados pelas atividades ilícitas.
A polícia trabalha para identificar mais vítimas dos acusados e outros possíveis envolvidos no esquema. As investigações continuam em andamento.
Os três presos foram encaminhados para o sistema penitenciário de Francisco Beltrão. Eles responderão formalmente pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, contravenção penal de exploração de jogo de azar, publicidade enganosa, crime contra as relações de consumo e crimes contra a economia popular.
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