São Paulo inicia o ano com a conta de água mais cara

Tarifas ficaram 6,1106% mais caras nos 371 municípios atendidos pela Sabesp, incluindo a capital paulista

Imagem de São Paulo capital

O ano começou com aumento na conta de água e esgoto para moradores do Estado de São Paulo. A partir desta quinta-feira, 1º, as tarifas ficaram 6,1106% mais caras nos 371 municípios atendidos pela Sabesp, incluindo a capital paulista.

O reajuste foi anunciado em dezembro e é o primeiro desde a privatização da companhia, concluída em julho de 2024. A elevação foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), responsável pela fiscalização dos serviços.

Segundo a Arsesp, o aumento corresponde exclusivamente à reposição da inflação, sem ganho real para a concessionária. “Não há aumento real para o consumidor”, informou a agência em nota. Procurada, a Sabesp não se manifestou sobre o reajuste.

Entenda como foi feito o cálculo

O percentual aplicado segue a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, que reflete a inflação da cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. O cálculo considerou o acumulado de 16 meses, entre julho de 2024, mês da privatização da empresa, e outubro de 2025, último dado disponível quando o pedido foi analisado pela Arsesp.

De acordo com a agência reguladora, os reajustes passarão a ser anuais e, a partir das próximas recomposições, a atualização das tarifas terá como base a inflação acumulada em 12 meses.

A Arsesp também argumenta que o percentual autorizado ficou cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a Sabesp ainda fosse uma empresa estatal. Com a correção, a tarifa de referência para 2026 foi fixada em R$ 6,76 por metro cúbico (m³).

* Informações com Estadão

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